Mulher de 32 anos, casada, um filho.

539959_487396481306194_702289649_nPaciente veio ao meu consultório se queixando de ter que assumir toda a responsabilidade de sua família, pois seu marido não a ajudava em nada. Desta forma, era ela quem tinha de fazer todas as tarefas domésticas e também ajudá-lo nos negócios, pois ambos trabalhavam juntos. Queria entender por que tinha de fazer tudo sozinha, poupando-o de assumir a parte que lhe cabia. Sendo assim, as tarefas e as maiores responsabilidades no sustento da casa era dela; portanto, carregava tudo nas costas e não entendia por que o marido não dividia com ela as responsabilidades.

Após passar por duas sessões de regressão, na terceira e última, ela me relatou: “Estou flutuando, não sinto mais o meu corpo, estou fora dele (ela estava tendo uma experiência extra-corpórea, um desdobramento). Vejo um lindo jardim, as plantas ficam em cima da superfície de um lago. Vejo – os de cima, estou voando, vendo em diagonal a paisagem. Sinto até um frio na barriga porque estou voando e me distanciando desse jardim… Agora estou saindo do planeta… Vejo pequeno o jardim e o planeta”.

– Veja para onde você vai.
“Está escuro… É o espaço sideral, o Universo…Vejo muitas estrelas. É um presente, eu me sinto livre, estou em espírito, fora de meu corpo físico”. (pausa).

– Você está sozinha no espaço?
“Tenho a impressão que os seres espirituais estão me propiciando essa experiência maravilhosa. É como se tivesse que olhar e ver como é grandioso e belo o Universo… Agora os vejo, são vários mestres de luz. Eles usam um capuz branco e todos têm algo na mão, um presente para me dar. Um por um, vão colocando algo em minha mão. Um mestre deposita um pozinho branco; uma outra me oferece uma margarida branca, bem fresquinha; e, por fim, o último me dá um cristal e pede para guardá-lo em meu chacra cardíaco. Eles me lembram que a minha missão na encarnação atual não é pequena, que vou precisar ajudar muita gente, e que por isso irão me auxiliar nessa missão, nesse trabalho espiritual que vou desenvolver (paciente fala chorando). Eu agradeço, falo que é bom saber que todos estão comigo. Sinto uma paz muito grande… Ainda aparece a imagem de seus rostos. Eles me dizem para seguir em frente, não parar por nada. (pausa). Sinto que eles agora estão me energizando… eu me ajoelho e lhes agradeço.

Eles falam: – Minha menina, segue em frente, que estamos juntos com você! É chegada a hora de cumprir sua missão… Estamos nos despedindo e eles reafirmam que estarão sempre comigo. São homens e mulheres, num total de seis. (pausa). Vejo agora o nosso planeta no espaço… Estou voltando, aproximando-me dele. Vejo novamente aquele jardim, desço… sento numa pedra grande e vejo um menino indiano com um turbante na cabeça. Ele é magrinho, faz palhaçada para me fazer rir. Diz que gosta muito de mim, mas que às vezes sou muito séria e brava. Ele revela que é o meu mentor espiritual. Fala que tenho que brincar mais com o meu filho. (pausa).

O meu mentor espiritual está brincando comigo, fazendo cócegas, dou risada. Fala que me ama, que é para confiar nele. Diz que o nome dele é Gibai, que já fomos grandes amigos em outras encarnações. Afirma que combinou comigo no astral que vinha me ajudar na minha encarnação atual. Ele continua fazendo graça, diz que fico mais bonita sorrindo. Fala que os meus problemas são pequenos, e que só se tornam grandes quando dou muita importância a eles. Fala ainda que o único compromisso que tenho em minha vida é com o meu filho porque ele é novo, mas que ele está indo muito bem, e que logo nem esse compromisso vou ter. Diz que o meu filho vai me trazer ainda muitas alegrias, pois é um espírito muito evoluído. Revela que o meu marido vai precisar passar por algumas experiências, e que não vou poder interferir, que não posso poupá-lo como venho fazendo porque é para o crescimento dele.

Revela ainda, que o meu marido é a minha alma gêmea, por isso que quero ajudá-lo tanto, mas que às vezes ajudar é não fazer nada. (pausa). Agora, apareceu uma mulher vestida de indiana, ela fala para o meu mentor espiritual que está na hora de ir. Ela é bonita, morena. Ele se vira para mim e faz novamente cócegas, quer que eu dê risada. Diz que tenho que usufruir das coisas que conquistei porque são merecidas, pois eu que as construí (paciente sempre se sentiu culpada, não merecedora dos bens materiais que conquistou). Diz ainda que não posso insistir, arrastar o meu marido para ir em determinados lugares (cursos, palestras, centros espíritas, etc.). Esclarece, que é ele que tem que buscar, ir atrás, pois quando o calo aperta, aí ele vai.

O meu mentor espiritual fala: – Você tem que deixá-lo crescer, mesmo que isso seja doloroso para você. Ele pode até chorar, mas fique firme que depois você vai ver o resultado. Não o fique mimando. Saiba que depois do sofrimento, ele vai chegar onde precisa chegar. Não precisava ser assim, mas só através da dor da terceira dimensão terrena, que o espírito caminha. Em outras dimensões, não é assim. Vocês ainda não entendem o que é o amor. Vê-lo sofrendo, não julgá-lo, respeitando-o, é o verdadeiro amor. Não é pegá-lo no colo, mimar, assoprar… porque se fizer isso, na próxima vez, vai doer mais ainda. É como quando uma criança machuca: se você sempre pegá-la no colo, ela não irá aprender e tomar mais cuidado. Agora, ele fala que precisa ir, que é só pensar nele que ele irá se comunicar comigo. Mas diz que às vezes eu não o escuto, por isso preciso parar, deitar e me relaxar.

Não precisa ser uma meditação clássica, apenas parar para que eu possa ouvi-lo… Está indo embora. Eu o agradeço… fecho agora o portão (recurso técnico que sempre utilizo nessa terapia, e que funciona como um portal que separa o passado do presente, o mundo espiritual do mundo terreno), coloco um bonito cadeado dourado.

Agora subo a escada (é um outro recurso técnico que utilizo)… estou voltando aqui no consultório”.

Foto: reprodução

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