Caso Clínico: Por que a minha vida financeira e profissional não dá certo?

Homem de 38 anos, solteiro

espO paciente veio ao meu consultório querendo entender por que sua vida financeira e profissional não dava certo. Foi demitido de uma empresa e, desde então, sua vida profissional e principalmente financeira, tem sido uma grande batalha. Aparecem grandes negócios, boas oportunidades, mas em cima da hora, no momento de fechar o negócio, sempre algo dava errado, ou era adiado. Obviamente, passar por tantos insucessos o deixava com os nervos em frangalhos.

Por conta de sua dificuldade financeira, era sustentado pelos seus pais e irmãos, vivendo de favores (seus familiares pagaram essa terapia). Nas horas de desespero, chegou a pensar em fazer uma bobagem (suicidar-se), pois há cinco anos estava desempregado. Pensou várias vezes em pegar um atalho, ir para o caminho do mal, da ilegalidade, para saldar suas dívidas. Ele sofria também de traições, pessoas que o prejudicavam nos negócios.  Queria entender também por que há anos ocorria com freqüência, ao consultar as horas no relógio do carro ou do celular, deparar-se com números repetidos: 12:12h ou 23:23h.

Ao regredir na 1ª sessão, o paciente me relatou:
“Sinto uma mão forte e grande segurando o meu antebraço esquerdo (paciente estava deitado no divã). O Ser usa uma roupa brilhante e irradia muita luz”.

– Pergunte para esse Ser por que ele segura o seu antebraço… (o paciente entrou em transe mediúnico, incorporando o ser espiritual)
“É para não cometer atos impensados”.

– Que atos?
“Os atos de ira, revolta, por não entender os propósitos da existência”.

– Quais são esses propósitos?
“A melhora, a facilidade de entendimento, a aceitação, a comparação e a evolução dos bons sentimentos e dos bons propósitos que todo o Ser tem que ter para continuar na trilha, no caminho da evolução. Foram muitos atos de insanidade. Atos de agruras foram cometidos, que não deveriam jamais acontecer. Muitos, muitos foram sacrificados, destruídos, escarnecidos pelos atos do passado. A roda da existência deve girar, deve prosseguir, mas não se repetir.

A ira, o ódio, a vingança devem ser extintos nessa existência. Muitos que aguardam em plano inferior precisam entender que a mesma oportunidade de elevação pode lhes ser dada como foi dada para esse irmão (paciente). O véu que cega a consciência dos que estão tomados pelo ódio e pela vingança deve ser retirado para que tanto os que ficaram no plano sutilizado (plano espiritual) como para os que passaram no plano denso (plano terreno) possam evoluir”.

– Em nome de Deus e de Cristo, você pode se identificar?
“Sou o Guardião do Portal dessa existência e de muitas lutas antigas. A ele (paciente) será dada a oportunidade de refazer-se, bem como a restauração dos muitos atos de sangue praticados em existências passadas, em atos, liberdade e justiça através de nova oportunidade que tanto aguarda. Mas é necessário reestruturar os princípios, os ideais na existência atual. Os recursos, os meios materiais, não devem e não poderão ser canalizados em direção errada. Muitos que foram atingidos porque sangraram através de atos do passado estão presentes e aguardam uma nova oportunidade de recomeçar. Caberá a ele (paciente) proporcionar esse recomeço”.

– De que forma?
“Através ou pelos caminhos da oportunidade que lhe serão entregues em suas mãos, e que não poderão ser desperdiçados. Quanto maior o Poder, mais acesso, maior será a responsabilidade”.

Na sessão seguinte, a última, o paciente me disse:
“Ao passar pelo portão (recurso técnico que sempre utilizo nessa terapia, que funciona como um portal que separa o presente do passado, o mundo material do mundo espiritual) foi-me jogado um líquido, um fluido, da cabeça aos pés, como num banho. O meu mentor espiritual (Guardião) está presente. Já na prece (nessa terapia, antes de iniciarmos o relaxamento, fazemos sempre a prece juntos) o meu mentor espiritual estava presente na minha frente, aqui na sala do consultório. Ele é realmente um Guardião, usa uma armadura no peito, é um ser alado muito forte e alto. Essa água, o fluído, é para a minha purificação, limpeza do meu espírito… Vejo agora um homem sendo trazido por dois outros seres de luz (usam uma túnica branca, são também altos e bem fortes), um de cada lado”.

– Veja quem é esse homem que foi trazido… Como ele é?
“É também muito forte, está prostrado, cabisbaixo. Ele é embrutecido, é peludo; seus braços são fortes. Usa uma roupagem antiga, lembra os bandeirantes ou um capitão do mato, barbudo, cabelos longos, emana um sentimento muito ruim. Existem também outros seres de luz à minha volta, porém, mais distantes. Não os vejo com clareza, apenas observam, assistem”.

– Veja quem é esse homem… Peça para ele se identificar.
“Ele transmite muita raiva e tristeza, mas isso vem de um tempo que já se foi, de uma vida passada bem distante (paciente fala chorando). (pausa). Não tenha tanta raiva de mim, tanto ódio… Procure entender para que você possa sair dessa condição onde se encontra. A culpa não foi minha por você ter ficado aí nas trevas. Entenda e procure me perdoar porque já te perdoei. Não existe outro caminho, meu irmão, a não ser o caminho do perdão e do entendimento. Procure ver isso, ao manifestar esse sentimento tão ruim, veja que também me prende onde você está. Entenda que não é me prejudicando, impedindo o meu caminho, o meu crescimento por coisas que fizemos, e que você ainda julga inacabadas, que iremos chegar a algum lugar. Isso não vai trazer benefício para nós. Sai daí, irmão! Basta querer, como eu quis, para que possa se tratar no plano espiritual de luz. Só o perdão pode melhorar e trazer uma outra condição de existência para nós. Nós não tínhamos nada naquela vida passada, só um dia atrás do outro. Foi uma época triste, solitária, obscura. Você se lembra disso; perdoe as pessoas que nós fizemos sofrer com tantas coisas horríveis para que elas possam nos perdoar e, com isso, todos possamos evoluir, melhorar, crescer.

Hoje existem outros seres encarnados que dependem de mim, me aguardam e me esperam para que eu volte para falar e conduzi-los. Você também pode ter isso. Trabalhe para isso, lute para isso. (pausa). Chora irmão, chora! Abra o seu coração, assim como estou abrindo o meu! Deixe que a resignação, o perdão, o amor entrem para que você possa entender que o nosso grupo é o caminho do entendimento, da compreensão. Quero que você saia daí onde está. Por favor, eu peço o seu perdão, e lhe entrego o meu perdão e a minha compreensão! (pausa). Dr. Osvaldo, esse ser espiritual está chorando muito. (pausa). Receba, meu irmão, o amparo desses que estão do seu lado para que você possa entender e aceitar o que está por vir, o que precisa ocorrer na sua existência. (pausa).

Dr. Osvaldo, a mesma água, o fluido que jogaram em mim agora está caindo sobre ele. (pausa). Ele está sendo levado… mal consegue ficar em pé. Ele está muito cansado, está sendo carregado”.

– Onde você está?
“Num lugar aberto, num campo. O meu mentor espiritual está do meu lado esquerdo”.

– Pergunte se ele tem algo a lhe dizer…
“Ele está segurando novamente o meu antebraço esquerdo… meu corpo está ficando adormecido, imobilizado (paciente estava entrando novamente em transe mediúnico de incorporação inconsciente). (pausa). O último remanescente (obsessor espiritual do paciente) de tempos distantes, agora é encaminhado à sua senda evolutiva. A jornada desse irmão (o paciente) é retomada; que ele não tema os desafios e o que há a ser executado. Muito se há a fazer. Na verdade, a jornada de muitas léguas se inicia agora para ele como o primeiro passo. Muitas provas, muitos momentos de provação virão; porém, esse irmão estará forte e apto a suportar as provações da vida. Os elos que o prendiam às agruras do passado foram rompidos. Eu estarei sempre presente no caminho da evolução desse irmão, orientando-o e dando-lhe a direção certa a seguir. A luta será árdua, muitos percalços e tentações lhe chegarão e devem e precisam ser superados e suplantados a bem do processo evolutivo. Muitos lhe chegarão com vestes auspiciosas, sob pele de cordeiro e, na verdade, serão lobos. Irmão (o mentor espiritual estava se referindo ao paciente, ao seu tutelado), use o seu livre-arbítrio para que sua capacidade de discernimento e senso de justiça norteiem e conduzam àqueles que lhe aguardam, que necessitam de sua orientação”. (pausa).

– Por que vêm ocorrendo repetições de algarismos quando o paciente consulta as horas? – Pergunto ao mentor espiritual do paciente.
“Reflexo de um tempo que não mais existe, mas será dada a orientação a respeito do que fazer”.

– Que tempo seria?
“Em uma das existências passadas, o irmão (paciente) se utilizou do conhecimento que tinha dos números. Será esclarecido a esse irmão o caminho a ser utilizado para o conhecimento do bem”.

– Esse conhecimento que ele traz de uma existência passada será utilizado para o benefício coletivo?
“Peço para que o irmão (paciente) aguarde o tempo devido, que o esclarecimento lhe será dado”.

– O que o estava impedindo de prosperar?
“Burilamento para a sua existência e preparo para o que agora iniciar-se-a. O ensinamento maior é para que ele jamais se esqueça, infelizmente, e se dará através do sofrimento, da dor. Hoje esse irmão tem embasamento, conhecimento e experiência para não incorrer em erros do passado. O que está a se aproximar, trará ao irmão, como já foi dito, uma grande responsabilidade e um grande comprometimento pelo poder e pelo acesso material (dinheiro)”.

– O paciente fez mau uso do dinheiro na existência passada para passar por tantas dificuldades financeiras na vida atual?
“Sim, em outras vidas ele teve o poder de vida e morte sobre muitos”.

– A dependência financeira que ele sofre de sua família faz parte de seu aprendizado?
“Isso não continuará. Essa situação lhe foi imposta pelo irmão (obsessor espiritual) que foi levado por vingança e desentendimento sobre divisão de ganhos, roubos, bem como a própria vida do irmão (obsessor) foi tirada pelo paciente numa existência passada”.

– O paciente terá que voltar a essa terapia mais para frente?
“Será necessário para esse irmão cultivar o hábito da prece, elevar o seu pensamento e sentimento ao sanctus e às esferas superiores para que possa obter sustentação, força e resistência no seu caminho para executar sua missão. Somente a oração e elevação de pensamento para atingir a seara de Maria e do senhor Jesus poderão lhe dar a paz, o equilíbrio e a proteção de que necessitará. Existem muitos caminhos, porém, os caminhos a serem trilhados devem ser os que levam até a casa do senhor. O nosso senhor Jesus Cristo disse: ‘Existem muitas moradas na casa do meu Pai’.
Estarei sempre ao lado desse irmão para não permitir que ele se desvirtue e saia da senda e no caminho do bem. É imperativo que muitas pendências do passado desse irmão sejam saudadas. Que a paz, a harmonia e a luz de Maria estejam entre vós”!

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9 comentários em “Caso Clínico: Por que a minha vida financeira e profissional não dá certo?

  1. que tal colocar casos reais mais novos, pois estes casos são super antigos, faz tempo que já li isso, será que os mentores pararam de ajudar no seu trabalho por causa da cobrança do serviço que deveria ser gratuito para os pacientes, pois isso é um trabalho espiritual (que deveria ser realizado em um centro espirita).

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  2. Eu acredito que a pessoa que criticou o sr. Shimoda deveria se abster de comentários maldosos (e invejosos), e sim, deveria agradecer a oportunidade de ler esses relatos e tentar incorporar na sua vida pessoal os conhecimentos aqui adquiridos, pois cada história tem um aprendizado para todos os seres que querem evoluir.
    Obrigada senhor Shimoda por dividir conosco essas grandes experiências de vida!

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  3. Caro leitor do blog (usuário anônimo),

    Gostaríamos de esclarecer as suas duas dúvidas questionadas acima:

    – Casos reais antigos: acabamos de contratar uma empresa que reformulou todo o meu site anterior, em especial o layout. Tanto que o outro endereço que tenho, http://www.terapiaregressivaevolutiva.com, em breve, também será redirecionado para essa página. Por conta disso, o site está sendo abastecido diariamente com artigos antigos, assim, publicando todo o conteúdo que já tinha sido divulgado. Tão logo isso corra, serão iniciadas as novas postagens. Graças a Deus, nos últimos anos, consegui ultrapassar a marca dos 15 mil atendimentos e fico feliz de ajudar tantas pessoas. Isso você poderá notar nos depoimentos que serão publicados aqui, em breve, e que fazem parte do novo projeto. Os relatos não serão anônimos. Vamos oferecer até mesmo o contato de alguns pacientes, que autorizarem publicar, para quem tiver alguma dúvida e quiser esclarecer e conhecer melhor como funciona a TRE.

    – Valor do tratamento: Como procuro esclarecer em meu site, esse não é um trabalho como os realizados em centros espíritas. Digo isso, pois não incorporo nenhum espírito, mas por meio do meu desenvolvimento profissional e espiritual – e espiritualidade nada tem a ver com religião – sirvo como um “meio” para que o paciente possa fazer uma terapia onde encontre com seu mentor espiritual. Para isso, me dediquei e tive anos de estudo. Realizo meu trabalho profissional de terapeuta e abri um espaço nesse tratamento – por conta de pedidos do Astral Superior – para que os mentores pudessem atuar em conjunto, ajudando as pessoas a solucionarem problemas da vida atual e de vidas passadas. Caso ainda não conheça meu trabalho, convido-o para vir nos visitar e entender um pouco melhor os procedimentos dessa terapia. Será um prazer recebê-lo!

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  4. O Dr. Shimoda não é um médium, é um psicólogo que trabalha amparado pela espiritualidade e por isso pode e deve cobrar pelo tratamento. A clínica dele não é um Centro Espírita. Lembremos todos: “não julgueis para não serdes julgados”. E vamos estudar mais, procurar em Kardec a resposta para essas e outras questões. A propósito, segue a Revista Espírita de out/1867 que trata sobre médicos-médiuns.

    REVISTA ESPIRITA 10º ANO – OUTUBRO DE 1867
    JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS
    COLETÂNEA FRANCESA
    CONTENDO: Os fatos de manifestação dos Espíritos, assim como todas as notícias relativas ao Espiritismo. – O ensino dos Espíritos sobre as coisas do mundo visível e do mundo invisível, sobre as ciências, a moral, a imortalidade da alma, a natureza do homem e seu futuro. – A
    história do Espiritismo na antiguidade; suas relações com o magnetismo e o sonambulismo; a explicação das lendas e crenças populares,
    da mitologia de todos os povos, etc.

    PUBLICADA SOB A DIREÇÃO DE ALLAN KARDEC
    Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito.

    Título original em francês:
    REVUE SPIRITE – JOURNAL D’ÉTUDES PSYCHOLOGIQUES

    SENHORA CONDESSA ADELAIDE DE CLÉRAMBERT, Médium médico.
    (Sociedade Espírita de Paris, 5 de abril de 1867. Médium Sr. Desliens)

    Evocação. Esperamos que consintais atender ao nosso chamado, e, neste caso, tomamos a liberdade de vos dirigir as perguntas seguintes:
    1- Que pensais da notícia que se acaba de ler e das reflexões que a acompanham?
    2- Qual é a origem do vosso gosto inato pelos estudos médicos?
    3- Por que via recebíeis as inspirações que vos eram dadas para o tratamento dos doentes?
    4- Podeis, como Espírito, continuar a prestar os serviços que prestáveis como encarnada, quando fordes chamada por um doente, com a ajuda de um Médium?
    Reposta.- Eu vos agradeço, senhor presidente, pelas palavras benevolentes que consentistes pronunciar em minha intenção, e aceito de boa vontade o elogio que fizestes de meu caráter. É, creio, a expressão da verdade, e não teria o orgulho ou a falsa modéstia de recusá-lo. Instrumento escolhido pela Providência, sem dúvida, por causa de minha boa vontade e da aptidão particular que favorecia o exercício de minha faculdade, não fiz senão o meu dever em me consagrando ao alívio daqueles que reclamavam o meu socorro. Recebendo algumas vezes pelo reconhecimento, freqüentemente pelo esquecimento, meu coração não mais se orgulhava dos apoios de um que não sofreu da ingratidão dos outros, tendo em vista que já sabia muito bem ser indigna de me colocar acima dos outros.
    Mas bastante se ocupou de minha pessoa; vejamos a faculdade que me valeu a honra de ser chamada no meio desta Sociedade simpática, onde se gosta de repousar sua visão, sobretudo quando se esteve como eu alvo da calúnia e dos ataques malévolos daqueles aos quais se melindrou as crenças ou embaraçou seus interesses. Que Deus os perdoe como eu mesma o fiz!
    Desde a minha mais tenra infância, e por uma espécie de atração natural, ocupei-me do estudo das plantas e de sua ação salutar sobre o corpo humano. De onde me veio este gosto comumente pouco natural ao meu sexo? Eu o ignorava então, mas sei hoje que não foi a primeira vez que a saúde humana foi objeto das minhas mais vivas preocupações: eu havia sido médico. Quanto à faculdade particular que me permitia ver à distância o diagnóstico das afecções de certos doentes (porque eu não via por todo o mundo), e de prescrever os medicamentos que deveriam restituir a saúde, ela era muito semelhante à de vossos Médiuns médicos atuais; como eles, eu estava em relação com um ser oculto que se dizia Espírito, e cuja influência salutar me ajudou poderosamente a aliviar os infortunados que reclamavam a mim. Ele me havia prescrito o desinteresse mais completo, sob pena de perder instantaneamente uma faculdade que fazia a minha felicidade. Não sei por qual razão, talvez porque teria sido prematuro revelar a origem de minhas prescrições, ele havia igualmente me recomendado, da maneira mais formal, não dizer de quem eu tinha a receita que dirigia aos meus doentes. Enfim, considerou o desinteresse moral, a humildade e abnegação como uma das condições essenciais à perpetuação de minha faculdade. Segui seus conselhos, e com isto me achei muito bem. Tendes razão, senhor, de dizer que os médicos serão chamados um dia a desempenharem um papel da mesma natureza que o meu, quando o Espiritismo tiver tomado influência considerável que o fará, no futuro, o instrumento universal do progresso e da felicidade dos povos! Sim, certos médicos terão faculdades dessa natureza, e poderão prestar serviços tanto maiores quanto seus conhecimentos adquiridos lhes permitirão assimilar espiritualmente mais facilmente as instruções que lhes serão dadas. Há um fato que deveis ter notado, é que as instruções que tratam de assuntos especiais são tanto mais facilmente e tanto mais largamente desenvolvidas, quanto os conhecimentos pessoais do Médium estejam mais aproximados da natureza daquelas que está chamado a transmitir. Também, certamente, eu poderia prescrever os tratamentos aos doentes que a mim se dirigissem para obter sua cura, mas eu não o faria com a mesma facilidade com todos os instrumentos; ao passo que uns transmitiriam facilmente minhas receitas, outros não poderiam fazê-lo senão incorretamente ou incompletamente. No entanto, se meu concurso puder vos ser útil, em qualquer circunstância que seja, me farei um prazer vos ajudar em vossos trabalhos segundo a medida de meus conhecimentos, bem limitados fora de certas atribuições especiais.
    ADÉLE DE CLÉRAMBERT.

    Nota. O Espírito assina Adéle, ao passo que, quando viva, ela se chamava Adelaide; tendo-lhe perguntado a razão, ela respondeu que Adéle era seu verdadeiro nome, e que não era senão por um hábito de infância que se a chamava Adelaide.
    ___________________

    OS MÉDICOS MÉDIUNS
    A senhora condessa de Clérambert, da qual falamos no artigo precedente, oferecia uma das variedade da faculdade de curar, que se apresenta sob uma infinidade de aspectos e de nuanças apropriadas às aptidões especiais de cada indivíduo. Ela era, em nossa opinião, o tipo que poderiam ser muitos médicos; daquele que muitos serão, sem dúvida, quando entrarem no caminho da espiritualidade que o Espiritismo lhes abre, porque muitos verão se desenvolver, neles, as faculdades intuitivas que lhes serão de um
    precioso socorro na prática. Dissemos, e repetimos, seria um erro crer que a mediunidade curadora venha a destronar a medicina e os médicos; ela vem lhes abrir um novo caminho, mostrar-lhes, na Natureza, os recursos e as forças que eles ignoram, e com a qual podem beneficiar a ciência e seus doentes; provar-lhes, em uma palavra, que não sabem tudo, uma vez que há pessoas que, fora da ciência oficial, obtêm o que eles mesmos não obtêm. Portanto, não temos nenhuma dúvida de que não haja um dia os médicos-médiuns, como há os médiuns-médicos, que, à ciência adquirida, juntam o dom de faculdades medianímicas especiais.
    Somente como essas faculdades não têm valor efetivo senão pela assistência dos Espíritos, que podem paralisar-lhes os efeitos em retirando seu concurso, que desmancham à sua vontade os cálculos do orgulho e da cupidez, e é evidente que não prestaram sua assistência àqueles que os negam, e entendem se servirem deles secretamente, em proveito de sua própria reputação e de sua fortuna. Como os Espíritos
    trabalham para a Humanidade, e não vêm para servir os interesses egoístas individuais; que agem, em tudo o que fazem, tendo em vista a propagação das doutrinas novas, são lhes necessários soldados corajosos e devotados, e não têm o que fazer com covardes que têm medo da sombra da verdade. Eles secundam, pois, aqueles que colocam, sem reticência e pensamento dissimulado, suas aptidões ao serviço da causa que se esforçam por fazer prevalecer.
    O desinteresse material, que é um dos atributos essenciais da mediunidade curadora, será também uma das condições da medicina medianímica? Como, então, conciliar as exigências da profissão com uma abnegação absoluta?
    Isto demanda algumas explicações, porque a posição não é mais a mesma. A faculdade do médium curador nada lhe custou; não exigiu dele nem estudo, nem trabalho, nem despesas; ele a recebeu gratuitamente para o bem de outrem, e deve dela usar gratuitamente. Como lhe é preciso viver antes de tudo, se não tem, por si mesmo, recursos que lhe dêem independência, ele deve procurar-lhe os meios em seu trabalho comum, como o teria feito antes de conhecer a mediunidade; ele não dá ao exercício de sua faculdade senão o tempo que pode materialmente consagrar-lhe. Se toma este tempo de seu repouso, se emprega, para ser útil aos seus semelhantes, o que seria consagrado
    às distrações mundanas, é do verdadeiro devotamento, e disto não tem senão mais mérito. Os Espíritos dele não pedem mais e não exigem nenhum sacrifício insensato. Não se poderia considerar como devotamento e abnegação o abandono de sua condição de viver para se entregara um trabalho menos penoso e mais lucrativo. Na proteção que lhe concedem, os Espíritos, aos quais não se pode lhe impor, sabem perfeitamente distinguir os devotamentos reais dos devotamentos factícios.
    Outra seria a posição dos médicos-médiuns. A medicina é uma das carreiras sociais que se abraça para dela fazer uma profissão e a ciência médica não se adquire senão a título oneroso, por um trabalho assíduo, freqüentemente penoso; o saber do médico é, pois, uma aquisição pessoal, o que não é o caso da mediunidade. Se, ao saber humano, os Espíritos acrescentam seu concurso pelo dom de uma aptidão medianímica, é para o médico um meio a mais de se esclarecer, de agir mais seguramente e mais
    eficazmente, do que deve ser reconhecido, mas por isto não é menos sempre médico; é seu estado que não o deixa para se fazer médium; ele não tem, pois, nada de repreensível em que continue disso viver, e isso com tanto mais razão quanto mais a assistência dos Espíritos é frequentemente intuitiva e que a sua intervenção se confunde, às vezes, com o emprego dos meios comuns de cura.
    Do fato de que um médico se torne médium e seja assistido pelos Espíritos no tratamento de seus doentes, não se seguiria, pois, que deve renunciar a toda remuneração, o que o obrigaria a procurar fora da medicina os meios de existência, e pelo fato de renunciar à sua profissão. Mas se ele está animado de um sentimento das obrigações que lhe impõe o favor que lhe foi concedido, saberá conciliar seus interesses com os deveres da Humanidade.
    Não ocorre o mesmo com o desinteresse moral que pode e deve em todos os casos ser absoluto. Aquele que, em lugar de ver na faculdade medianímica um meio a mais de ser útil aos seus semelhantes, não procuraria nela senão uma satisfação de amor-próprio; quem se fizesse um mérito pessoal os sucessos que obtêm por esse meio, dissimulando a causa verdadeira, faltaria ao seu primeiro dever. Aquele que, sem negar os Espíritos, não visse em seu concurso, direto ou indireto, senão um meio de suprir à insuficiência de sua clientela produtiva, de alguma aparência filantrópica que se cobre aos olhos dos
    homens, faria, por isto mesmo, ato de exploração; em um e no outro caso tristes decepções lhe seriam a conseqüência inevitável, porque os simulacros e os subterfúgios não podem enganar os Espíritos que lêem no fundo do pensamento.
    Dissemos que a mediunidade de cura não matará nem a medicina nem os médicos, mas ela não pode deixar de modificar profundamente a ciência médica. Sem dúvida, haverá sempre médiuns curadores porque deles sempre os houve, e que esta faculdade está na Natureza; mas serão menos numerosos e menos procurados à medida que o número dos médicos-médiuns aumentar, e quando a ciência e a mediunidade se prestarem mútuo apoio. Ter-se-á mais confiança nos médicos quando forem médiuns, e mais confiança nos médiuns quando forem médicos.
    Pode-se contestar as virtudes curativas de certas plantas e outras substâncias que a Providência colocou sob a mão do homem, pondo o remédio ao lado do mal; o estudo dessas propriedades é da alçada da medicina. Ora, como os médiuns curadores não agem senão pela influência fluídica, sem o emprego de medicamento, se devessem um dia suplantar a medicina, isto resultaria que, dotando as plantas de propriedades
    curativas, Deus teria feito uma coisa inútil, o que não é admissível. É preciso, pois, considerar a mediunidade curadora como um modo especial e não como um meio absoluto de cura; o fluido, como um novo agente terapêutico aplicado a certos casos, e vindo acrescentar um novo recurso à medicina; consequentemente, a mediunidade curadora e a medicina devem, doravante, caminhar concorrentemente, destinada a se entre ajudarem, a se suprir e a se completar uma pela outra. Eis porque pode-se ser
    médico sem ser médium curador, e médium curador sem ser médico.
    Então, por que esta faculdade se desenvolve hoje quase exclusivamente entre os ignorantes antes que entre os homens de ciência? Pela razão muito simples que, até o presente, os homens de ciência a repelem; quando a aceitarem, vê-la-ão se desenvolver entre eles como entre os outros. Aquele que a possuísse hoje iria proclamá-la? Não; ele a esconderia com maior cuidado. Uma vez que seria inútil em suas mãos, porque lha dar? Tanto valeria dar um violão a um homem que não sabe ou não quer tocá-lo.
    A este estado de coisas, há um outro motivo capital. Dando aos ignorantes o dom de curar os males que os sábios não podem curar, é para provar a estes que não sabem tudo, e que há leis naturais fora daquelas que a ciência reconhece. Quanto mais a distância entre a ignorância e o saber é grande, mais o f ato é evidente. Quando se produz naquele que nada sabe, é uma prova certa de que o saber humano ali não está por nada.
    Mas como a ciência não pode ser um atributo da matéria, o conhecimento do mal e dos remédios por intuição, assim como a faculdade vidente, não podem ser os atributos senão do Espírito; eles provam no homem a existência do ser espiritual, dotado de percepções independentes dos órgãos corporais, e, freqüentemente, dos conhecimentos adquiridos anteriormente, numa precedente existência. Esses fenômenos têm, pois, ao
    mesmo tempo, por consequência de serem úteis à Humanidade, e de provar a existência do princípio espiritual.

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  5. Destaco esse trecho da Revista Espírita de OUT/1867:

    “Outra seria a posição dos médicos-médiuns. A medicina é uma das carreiras sociais que se abraça para dela fazer uma profissão e a ciência médica não se adquire senão a título oneroso, por um trabalho assíduo, freqüentemente penoso; o saber do médico é, pois, uma aquisição pessoal, o que não é o caso da mediunidade. Se, ao saber humano, os Espíritos acrescentam seu concurso pelo dom de uma aptidão medianímica, é para o médico um meio a mais de se esclarecer, de agir mais seguramente e mais
    eficazmente, do que deve ser reconhecido, mas por isto não é menos sempre médico; é seu estado que não o deixa para se fazer médium; ele não tem, pois, nada de repreensível em que continue disso viver, e isso com tanto mais razão quanto mais a assistência dos Espíritos é frequentemente intuitiva e que a sua intervenção se confunde, às vezes, com o emprego dos meios comuns de cura.
    Do fato de que um médico se torne médium e seja assistido pelos Espíritos no tratamento de seus doentes, não se seguiria, pois, que deve renunciar a toda remuneração, o que o obrigaria a procurar fora da medicina os meios de existência, e pelo fato de renunciar à sua profissão. Mas se ele está animado de um sentimento das obrigações que lhe impõe o favor que lhe foi concedido, saberá conciliar seus interesses com os deveres da Humanidade.”

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  6. E deixo aqui meu testemunho como paciente, que gastei o que não tinha para poder fazer essa terapia, mas não me arrependo, pelo contrário, foi a melhor coisa que me aconteceu e me guiou para uma existência saudável e em direção “à porta estreita”. As orientações que meu mentor me passou foram esclarecedoras e essenciais para que eu não mais repita os erros do passado. Tais orientações eu não consegui obter em Centros Espíritas que “fazem caridade”, nem no atendimento fraterno, nem na mesa de desobsessão, E aí eu indago, porque o meu mentor se manifesta em uma terapia paga e não em um trabalho gratuito em Centro Espírita? Seria bom que lêssemos as obras do Manoel Philomeno de Miranda (psicografadas por Divaldo) para constatarmos o alto grau de fascinação que se encontram muitos trabalhadores da Seara e justamente por isso toda essa caridade está sendo infrutífera para solucionar os problemas existenciais de quem procura as Casas Espíritas. Isso não ocorre sempre, é claro, mas acredito que atualmente está escassa a mediunidade verdadeiramente caridosa e eficaz no tratamento dos irmãos, por isso os mentores nos intuem a procurar essa terapia e fazer os sacrifícios financeiros necessários para custeá-la, o que é MUITO JUSTO, já que o Dr. Shimoda é um psicólogo, além de ser habitado em Terapia de Vidas Passadas o que o credencia a nos colocar em contato com o mentor e interpretar psicologicamente todos os relatos que vem por meio dessa terapia. .
    Lembrando o conceito de caridade: (questão 886 de ‘O Livro dos Espíritos’).”benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas”.

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  7. Nada da certo na minha vida em tudo passo por dificuldade nao sei mais o que fazer tinha um salão do nada perdi tudo e agora nao consigo abri de novo to tentando mais nao consigo queria saber porque tudo pra mim e assim difícil obrigada.

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