Caso Clínico: Solidão

Homem de 42 anos, casado, um filho.

20100526colorfulsky300x205Veio ao meu consultório um homem de 42 anos, com a seguinte queixa: solidão.
Assim ele me relatou na entrevista de avaliação:  Dr. Osvaldo, me sinto só, um vazio, uma angústia, uma saudade, não tenho idéia do motivo. Sou casado, tenho um filho, minha vida financeira é estável, minha esposa também trabalha, temos uma vida muito boa. Fico até com remorso por me sentir assim. Minha esposa me perguntou por que não sou feliz com ela. Eu lhe respondi que não sou feliz com nada, que o problema está em mim.

Na primeira sessão, após o relaxamento progressivo, o paciente me relatou:
Vejo uma casa, é uma casa de época… Parece uma fazenda. É uma casa branca, toda cercada por uma varanda grande. Vejo um homem sentado em uma cadeira de balanço, ele tem por volta de 45 anos –mas aparenta ser mais velho– usa barba e bigode, está com uma roupa branca, fuma um cigarro, tem um rosto sofrido. Parece um coronel desses de plantação de café do período colonial.

Entre nessa casa – peço ao paciente.
Vejo uma família que se aproxima da casa, um homem, uma mulher e uma menina. O homem parece pedir emprego para o coronel e a mulher e a menina ficam afastadas. (pausa). Acho que esse coronel sou eu nessa vida passada. Eu olho para a menina e me encanto com ela; ela tem por volta de 15 anos. Sou casado, minha esposa está muito doente pela perda do nosso filho. Eu acabo dando emprego a esse homem na plantação; a mulher e a menina ficam trabalhando dentro de minha casa. Fico impressionado com a beleza daquela menina; ela também me olha diferente, só que sou casado e ela é apenas uma menina.

Avance nessa cena e veja o que acontece – peço ao paciente.
Minha esposa faleceu e, por incrível que pareça, não fiquei triste, pois eu queria aquela moça. O nome dela é Júlia. Sinto uma sensação de liberdade, pois só assim eu poderia me casar com aquela menina, com a Júlia. Queria ser feliz, poder ter filhos, viver… Foi o aconteceu… Vejo-me casando com a Júlia, eu estava apaixonado, fazia tudo pra ela.

Avance novamente nessa cena – peço ao paciente.
Agora, eu a vejo grávida… ela está linda, tem uma barriga linda; a criança nasce, é um menino, se chama Davi. Foi o primeiro dos sete filhos que tivemos: 5 meninos e 2 meninas. (pausa). Sinto agora uma dor muito forte no meu corpo, estou doente e os 15 anos que vivi com a Júlia estavam pra acabar porque estou para morrer. Vejo a Júlia do lado de meu leito o tempo todo; vejo o sofrimento em seus olhos pedindo para que eu fique; sinto também que ela não quer que eu sofra. Ela ficou do meu lado até o final e dissemos um para o outro que iríamos nos reencontrar. (pausa). Dr. Osvaldo sinto que a Júlia não é a minha esposa atual; sei que não é ela. (pausa). Sinto aqui no consultório um ser espiritual… Ele quer falar comigo.

Veja o que ele quer falar – peço ao paciente.
É uma revelação, ele diz: ‘Sua vida dentro em breve irá mudar; o tempo de sua esposa e o seu já se cumpriram, a natureza irá se encarregar e cada um irá seguir um caminho, não haverá sofrimento, pois sua esposa também sente que está no fim, e ela também irá encontrar o seu verdadeiro companheiro. Sua Júlia está resolvendo suas pendências e, muito em breve, vocês irão se encontrar; tenha calma e paciência. Só houve a autorização dessa revelação pela sua maturidade e merecimento, pois poucos têm essa oportunidade. Fique em paz e seja feliz’! Ele está indo embora, nem disse o nome dele. Dr. Osvaldo, estou tão feliz, a Júlia irá voltar pra mim, meu Deus, que maravilhoso! Sinto o meu coração saltitante, alegre, por mim e também pela minha esposa atual, pois sei que ela sofre também e eu quero que ela seja feliz, que encontre alguém que a ame de verdade.

Este paciente esteve em meu consultório em Junho de 2010, e me mandou um e-mail em Janeiro deste ano, dizendo:
Dr. Osvaldo, é com muita alegria e gratidão aos seres espirituais que me ajudam que venho dividir com o senhor e sua equipe: minha amada (Júlia) chegou. Quatro meses após a minha ida ao seu consultório, em outubro de 2010, minha esposa pediu a separação dizendo que não aguentava mais ver a minha tristeza, e eu aceitei. Viajei a trabalho e na volta encontrei uma nova funcionária na empresa onde trabalho; quando a vi não tive dúvida que era ela, a Júlia. Fiquei maravilhado com ela, estamos namorando, é uma sensação que eu não consigo descrever; só sei que eu a amo.
Agradeço em minhas orações aquele ser que veio me dar a boa nova, acredito que seja meu mentor espiritual. Fico imensamente grato.

Muito obrigado ao senhor, Dr. Osvaldo, e à sua equipe!

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6 comentários em “Caso Clínico: Solidão

  1. que tal colocar casos reais mais novos, pois estes casos são super antigos, faz tempo que já li isso, será que os mentores pararam de ajudar no seu trabalho por causa da cobrança do serviço que deveria ser gratuito para os pacientes, pois isso é um trabalho espiritual (que deveria ser realizado em um centro espirita).

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  2. Caro leitor do blog,

    Gostaríamos de esclarecer as suas duas dúvidas questionadas acima:

    – Casos reais antigos: acabamos de contratar uma empresa que reformulou todo o meu site anterior, em especial o layout. Tanto que o outro endereço que tenho, http://www.terapiaregressivaevolutiva.com, em breve, também será redirecionado para essa página. Por conta disso, o site está sendo abastecido diariamente com artigos antigos, assim, publicando todo o conteúdo que já tinha sido divulgado. Tão logo isso corra, serão iniciadas as novas postagens. Graças a Deus, nos últimos anos, consegui ultrapassar a marca dos 15 mil atendimentos e fico feliz de ajudar tantas pessoas. Isso você poderá notar nos depoimentos que serão publicados aqui, em breve, e que fazem parte do novo projeto. Os relatos não serão anônimos. Vamos oferecer até mesmo o contato de alguns pacientes, que autorizarem publicar, para quem tiver alguma dúvida e quiser esclarecer e conhecer melhor como funciona a TRE.

    – Valor do tratamento: Como procuro esclarecer em meu site, esse não é um trabalho como os realizados em centros espíritas. Digo isso, pois não incorporo nenhum espírito, mas por meio do meu desenvolvimento profissional e espiritual – e espiritualidade nada tem a ver com religião – sirvo como um “meio” para que o paciente possa fazer uma terapia onde encontre com seu mentor espiritual. Para isso, me dediquei e tive anos de estudo. Realizo meu trabalho profissional de terapeuta e abri um espaço nesse tratamento – por conta de pedidos do Astral Superior – para que os mentores pudessem atuar em conjunto, ajudando as pessoas a solucionarem problemas da vida atual e de vidas passadas. Caso ainda não conheça meu trabalho, convido-o para vir nos visitar e entender um pouco melhor os procedimentos dessa terapia. Será um prazer recebê-lo!

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  3. sirvo como um “meio (médium = intermediario = meio, portanto é um trabalho mediúnico)” para que o paciente possa fazer uma terapia onde encontre com seu mentor espiritual. (declaro que não acho errado o sr cobrar, pois afinal é um médico e merece receber pelo seu trabalho e não médium, mas trata-se de trabalho mediúnico sim e eu acho o preço que o SR cobra abusivo, sendo mais barato, iria ajudar muito mais pessoas, que é exatamente isso que a espiritualidade quer) / Para isso, me dediquei e tive anos de estudo (Qual escola o Sr. estudou que ensina mediunidade (lidar com médiuns), preciso conhecer ela.)

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  4. Ora, Dr Osvaldo é um ser humano e precisa de dinheiro para sobreviver como
    todos nós. Estando alguém pronto para fazer a terapia, este será guiado até ela
    pelo seu guia com certeza, e o empecilho do dinheiro de alguma forma se resolverá. Acho o custo justo pelo serviço ofertado. Não tenho condições de fazer
    mas creio que se for necessário a farei e de alguma forma irei banca-lá.
    Quanto a artigos novos, penso que deveriamos olhar eles como uma forma de
    entendimento da vida, não como uma historinha curiosa que queremos ouvir
    cada dia uma diferente.
    Acho que é de grande importancia não só relatar os casos que dão certo, como também aqueles que dão errado e possíveis discussões dos motivos deste. Quando é apresentado uma idéia e um estudo de cada caso, com informações que dão uma introdução a aquilo que será contado, ganhamos conteudo e nos tormamos mais críticos.

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    1. referente ao conteudo que dá errado é simples, (não existe nenhuma pesquisa ou tentativa nova de refazer a TRE), o dr. osvaldo shimoda já prepara o paciente falando que 10% dos pacientes não tem merecimento ou não podem saber a verdade, desta forma fica resolvido o problema antecipadamente, sem apurar a fundo o porque da não resolução do problema, sei disso porque minha irmã passou pela TRE e não resolveu seu problema, e foi dada essa explicação.
      Não estou me queixando do problema não resolvido, pois realmente acredito que talvez ela não tivesse merecimento mesmo, mas é assim que ele atua, estou falando aqui somente para seu conhecimento Alexandre.

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