Muitas pessoas me mandam e-mails questionando se vão conseguir regredir às vidas passadas, passando pela TRE.

Quero esclarecer aos meus leitores, que na TRE a regressão de memória, apesar de ser um instrumento importante e eficaz, é apenas um meio e não o fim em si dessa terapia.

Em verdade, o fim dessa terapia é levar o paciente ao autoconhecimento e cura, bem como saber se está cumprindo ou não seu verdadeiro propósito a que veio na encarnação atual, enquanto espírito em evolução.

Ressalto também, que nem todos os pacientes vêm a essa terapia para regredir às suas vidas passadas. 95% dos meus pacientes são intuídos, conduzidos a virem ao meu consultório pelos seus respectivos mentores espirituais, e apenas 5% vêm por conta própria. Neste aspecto, é o mentor espiritual de cada paciente que determina se ele irá ou não passar por uma regressão de memória.

Se o mentor espiritual do paciente achar que a regressão de memória é o único meio para que ele se liberte definitivamente dos bloqueios do passado e, com isso, venha a solucionar o(s) seu(s) problema(s), certamente irá autorizar que ele vivencie suas experiências da vida pretérita; caso contrário, ele não passará pela regressão de memória.

Sendo assim, existem seis grupos de pacientes que vêm a essa terapia com um objetivo definido: 1º) Regressão a vidas passadas: é o grupo clássico, vem a essa terapia realmente para passar por uma regressão de memória;

2º) Regressão e progressão: vem passar não só por uma regressão, isto é, por uma revelação passada, mas também por uma progressão – o mentor espiritual faz revelações futuras em relação à sua vida, se assim achar necessário;

3º) Desobsessão espiritual: esse grupo vem com o objetivo único de se reconciliar com o seu desafeto espiritual (obsessor espiritual) para ajudá-lo a sair das trevas e ir para a luz;

4º) Fortalecimento da fé: vem apenas para fortalecer, aprofundar a fé na existência das forças invisíveis. Ao conversar com o seu mentor espiritual e receber suas sábias orientações, o paciente sai dessa terapia mais fortalecido com a convicção de que não está sozinho, desamparado neste planeta de provas e expiações;

5º) Experiência completa: esse grupo vivencia todas as quatro experiências acima mencionadas;

6º) Não obtém nenhum resultado: nesse grupo, infelizmente, o paciente não obtém nenhum resultado – ele não regride e nem progride, não conversa com o obsessor espiritual, e muito menos com o seu mentor espiritual.

Vale aqui a máxima secular hindu Quando o discípulo (paciente) está pronto, o mestre (mentor espiritual) aparece.
Por isso, sempre esclareço aos pacientes na entrevista de avaliação que para se obter êxito, sucesso, nessa terapia, é preciso estar pronto, ter maturidade espiritual (fé, humildade, mínimo de esclarecimento acerca da espiritualidade) e merecimento (lei do merecimento, uma das leis universais, que se traduz no antigo ditado popular Você colhe o que planta).
O percentual desses pacientes que vem ao meu consultório é de 10%.

Quando comecei a desenvolver essa terapia, a TRE, sem eu pedir nada, uma paciente no final do tratamento me disse: Dr. Osvaldo, o meu mentor espiritual está falando que quer mandar um recado para o senhor. Assim ele diz: – Irmão, não prometa nada que não esteja ao seu alcance, pois cada um (paciente) receberá o auxílio que merece na quantidade e qualidade que fizer justiça.

Perguntei-lhe – através da paciente – que justiça ele estava se referindo?
Ele me respondeu: A Justiça Divina, ou seja, suas obras, seus feitos. Se o paciente plantou no passado boas sementes, bons frutos colherá; do contrário, maus frutos colherá.
Em outras palavras, o mentor espiritual da paciente estava se referindo à lei do merecimento, da semeadura (‘Você colhe o que planta’).

Veja a seguir, o caso de uma paciente que estava inserida nesse grupo, não conseguindo obter nenhum resultado nessa terapia.

Caso Clínico: Depressão
Mulher de 42 anos, casada.

Veio ao meu consultório, uma paciente sofrendo de depressão há dois anos. Tomava antidepressivo, mas, segundo a paciente, não fazia nenhum efeito. Não tinha vontade de fazer nada, pois havia perdido a vontade viver. Tomava também medicação para dormir, pois sofria de insônia e, caso não tomasse, não conseguia dormir.

Acordava sem vontade de fazer nada e, se dependesse dela, ficaria o dia todo dormindo. Bastante fechada, desde criança, não se abria com ninguém, não confiava nas pessoas. Acreditava em Deus, embora não costumasse orar, pois sua fé era pífia, tímida.

Desta forma, por ser uma pessoa fechada, desconfiada, encontrou dificuldade de se entregar nessa terapia, por não confiar em mim e em seu mentor espiritual, além da falta de fé, de não ter o hábito da prece. Faltou, portanto, maturidade espiritual e merecimento necessário, fatores imprescindíveis para o paciente ter êxito nessa terapia.

Após passar por duas sessões de regressão, sem trazer absolutamente nada, na 3ª e última sessão, assim se transcorreu: Atravesse o portão e observe se vêm alguma imagem, sensação física ou impressão? – Pedi à paciente (nessa terapia, o portão é um recurso técnico que sempre utilizo, e que funciona como um portal que separa o mundo físico do mundo espiritual, o passado do presente).
Está escuro, não vejo nada. (pausa).

– Como você sente o seu corpo?
Está bem relaxado. (Pausa).

– Como era o portão?
Era cinza, de grade e de ferro. (pausa).

– Ao redor do portão, você viu alguma coisa?
Não vi nada. (pausa).

– Volte a ficar de frente àquele portão. (pausa).
Estou de frente, mas ele está fechado. (pausa).

– Então, vou contar de 4 a 1, e após essa contagem, ele vai estar aberto e você vai atravessá-lo novamente. 4… 3… 2… 1. Pode atravessar…
Não vejo nada, está escuro. (pausa).

– Como você está sentindo o seu corpo?
Está bem relaxado. (pausa).

– Pergunte em pensamento ao seu mentor espiritual se ele tem algo a lhe dizer? (nessa terapia, somente uma minoria de pacientes escuta o seu mentor espiritual falando de fora para dentro, mas a grande maioria se comunica com ele intuitivamente, em pensamento, por não serem médiuns clariaudientes).
Não vem nada. (pausa).

– Pergunte-lhe o que está dificultando a sua comunicação com ele? (pausa).
“Dr. Osvaldo, veio à mente as palavras imaturidade espiritual e arrogância. É só isso que veio… não vem mais nada”.

-Vou contar de 4 a 1 para ver se vem mais alguma coisa nessa sessão?
Após a contagem, observe se vêm alguma imagem, sensação física, palavras, frases ou impressão? (ainda nessa terapia, os pacientes trazem lembranças de suas vidas passadas e/ou presenças de seres espirituais das trevas e/ou da luz através dos 5 sentidos físicos – visão, audição, olfato, paladar, tato e, principalmente, do sexto sentido, a intuição).

“Não vem mais nada”.
Como a paciente não trouxe mais nada, demos por encerrado o tratamento.

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