Caso Clínico: Sem rumo na vida

ReproduçãoHomem de 42 anos casado.

O paciente veio ao meu consultório querendo saber qual era o seu verdadeiro propósito de vida. Apesar de ser bem sucedido financeira e profissionalmente, estava perdido, sem rumo na vida. Antes, sabia o que queria, traçava metas claras e as concretizava. Mas veio a perceber que canalizou toda sua energia apenas no lado material, ou seja, no financeiro e profissional, esquecendo o lado espiritual. Por isso, sentia um vazio, insatisfação (a alma é impiedosa, nos cobra quando nos desvirtuamos de nosso verdadeiro propósito a que viemos na encarnação atual).

Já havia pensado em fazer uma terapia de regressão, pois chamava sua atenção esse lado espiritual. Só depois que leu os meus artigos é que tomou a firme decisão de me procurar. Queria entender também por que as pessoas mais próximas – pai, irmãos e primos – eram tão dependentes dele em todos os aspectos. Com isso, acabava sendo “o pai” de todos.

Ao regredir me relatou: “Vejo um gramado vasto, o sol no fundo e um lago no meio desse jardim. Tem também uma pedra enorme na frente do lago, com um desenho entalhado… não consigo ver esse desenho. Vejo um monte de borboletas nesse jardim. Sinto muita paz… Agora aparece um leão, surge na minha frente… É uma coisa bem feroz (nessa terapia, é comum o ser obsessor plasmar em forma de um animal feroz – o que chamamos de zoantropia – para atemorizar o paciente). Ele não quer que eu continue, prossiga nessa terapia. É uma coisa ruim, meio sem cor, preto e branco”.

– Veja quem é esse ser espiritual…
“É o meu inimigo… Ele diz que eu o enforquei numa vida passada. (pausa).
Falo para ele que não quero o seu mal e, sim, o seu perdão por ter feito justiça com as minhas próprias mãos… Ele mudou de feição, está chorando”.

– Pergunte-lhe se quer buscar a luz…
“Diz que quer… Vejo agora uma mulher muito bonita, veste uma túnica branca, irradia muita luz. Ela revela que é a minha mentora espiritual. Fala que vai ajudá-lo, levá-lo para a luz. (pausa). Vejo flores, continuo nesse jardim (o paciente descreve o jardim do astral superior), cheguei perto do lago, me deu sede… A água é bem limpa, cristalina. Estou com vontade de beber essa água. (pausa). Vejo dois anjos em cima daquela pedra enorme. Sai uma luz muito forte deles, é muito bonito, eles passam muita paz. Falam que vão me ajudar… Eu lhes agradeço de coração. Afirmam que vão me ajudar em tudo que eu for fazer daqui para frente. (pausa).

Agora mudou o cenário… estou em Roma, numa outra encarnação, em cima de uma biga (carro romano de duas ou quatro rodas atrelado com dois cavalos). Têm umas pontas de lança nas duas rodas. Sou alto, uso uma saia de couro, sou um soldado romano. Uso um capacete, sandália também de couro com as tiras entrelaçadas nas pernas. Estou dentro de uma arena… As pessoas aplaudem… O meu adversário está entrando também na arena. Vamos lutar… Cortei a cabeça dele com uma espada, a platéia entra em delírio, me aplaudem. À minha esquerda, está a platéia, à direita é onde ficam o rei e a nobreza. Não queria fazer isso, saio triste da arena, fui obrigado a fazer aquilo, pois fizeram a minha família como refém. (pausa).

Voltei novamente para a cena daquele jardim, para o lago. Os anjos me pegaram pelo braço, estou voando, estão me levando… Vejo uma luz muito forte do meu lado direito… É um grupo de espíritos de luz.  Vejo a silhueta deles em forma humana; são homens e mulheres, me cumprimentam…Sinto (intuo) que todos eles fazem parte de minha família espiritual (é a nossa família de origem, de onde viemos no astral superior e retornaremos após o nosso desencarne). A minha mentora espiritual revela que vim ao consultório do senhor para aprender, evoluir espiritualmente. Fala que está na hora de evoluir, que tenho muita coisa ainda para fazer nessa encarnação”.

– Pergunte-lhe o que você tem que fazer…
“Ajudar muita gente, e que ainda vou descobrir como. Diz que vai me revelar mais para frente. Pede para fazer a oração do perdão para aquele ser que foi levado para a luz e outros que ainda estão nas trevas”.

Na sessão seguinte (3ª e última), a paciente me relatou: “Vejo novamente aquele lago límpido e cristalino da sessão passada. Minha mentora espiritual está do outro lado do lago. Ela pede para ir nadando em sua direção. Tenho medo de entrar nesse lago, mas ela pede para não ter medo, diz que a água vai ajudar a limpar o meu perispírito (envoltório que cobre o nosso corpo espiritual).
Atravessei o lago, cheguei nela… Ela me diz que sou bem-vindo, que estava me esperando faz tempo”.

– Pergunte-lhe qual é o seu verdadeiro propósito de vida…
“Você sabe, meu filho! Você está aqui para ajudar as pessoas ao seu redor dando amor, carinho. Mas não se resume só à sua família, é bem mais amplo. Você acabou se desvirtuando de seu verdadeiro propósito”.

– Pergunte à sua mentora espiritual de que forma você se desvirtuou…
“Trabalhando muito, atendo-se apenas ao lado material. Você não era assim, parou de pensar na espiritualidade, no amor, no bem, enfim, em tudo aquilo que o faz feliz. Todos os seus parentes de hoje sofreram muito em suas mãos, em várias encarnações. Por isso, está aqui nesta jornada para resgatar o mal que lhes causou. Você os maltratou de todas as formas, mas não será útil lhe revelar como”.

– Pergunte-lhe por que você os trata como se fosse o pai deles…
“O pai é aquele que dá o maior amor. É assim que você vai reverter o que fez com eles no passado, por não ter lhes dado amor”. (pausa).

– Pergunte à sua mentora espiritual se ela tem mais algo a lhe dizer deles…
“Deles, não tenho mais nada a lhe dizer. Vamos dar um passo de cada vez. Estou aqui para te mostrar o que precisa saber, mas na hora certa”.

– Pergunte em relação ao nosso tratamento, se ela tem mais algo a lhe revelar…
“Fala que por enquanto não, que talvez precise voltar mais para frente à essa terapia. Caso precisar, irá me orientar. Afirma que irá se comunicar comigo em sonho. Pede para continuar fazendo a oração do perdão por mais dois meses. Revela que não só aquele ser obsessor foi levado para a luz, mas vários outros seres obsessores, graças à oração do perdão que venho fazendo.

Diz também que a minha nuca não está esquentando tanto como antes (os obsessores provocam peso, pressão, dor e, muitas vezes, ardume na nuca), mas afirma que ainda há outros seres que terei de ajudar a serem levados para a luz. Por isso, pede para continuar fazendo a oração do perdão. Revela que o nome dela é Marta, que estará sempre me ajudando; diz que sou uma pessoa muito boa. Está se despedindo, indo embora”.

Foto: Reprodução

Anúncios

3 comentários em “Caso Clínico: Sem rumo na vida

  1. Todo mundo tem um obsessor?Aqui no nosso planeta terra existe leis,por exemplo:Não podemos andar nus,fazer sexo em local público,matar,roubar etc.A impressão que tenho é que no plano espiritual é tudo bagunçado,cada um faz o que quer não a ordem.Por que Deus permite isso?

    Curtir

    1. não é bagunçado luzia, os seres de luz sabe o que fazem e por isso confie neles pois eles sempre estarão conosco, respeito a sua opinião, mas o plano espiritual é a copia bonita de como Deus em sua infinita sabedoria é, por isso, recomendo estudar melhor os livros espiritas( se caso voCê se interesse)

      Curtir

  2. Prof. Oswaldo, boa tarde.
    Preciso muito da sua orientação, minha vida é um mar em fúria, até sou bem sucedido profissionalmente mas não consigo ter uma vida saudavel financeiramente, sempre aconfeçe alguma coisa que me desvia de um foco maior que na verdade eu não sei qual é. Tenho uma mulher maravilhosa que amo demais e vivo por ela, mas eu a faço triste e ela se foi deixando em mim um vazio profundo, estou tendo um fim de ano terrível e ja pensei em acabar com a minha vida. Não consigo me alimentar direito, meu pai esta passando por um tratamento de quimioterapia Por favor me ajude. Um abraço.

    Curtir

Os comentários estão encerrados.