Caso Clínico: Por que os meus relacionamentos afetivos não dão certo?

imagesMulher de 28 anos, solteira

A paciente veio ao meu consultório querendo entender por que em todos os seus relacionamentos amorosos, quando se tornavam sérios, os homens desapareciam, sumiam sem dar uma justificativa. Simplesmente rompiam o relacionamento de forma brusca, inesperada. Outro motivo que a trouxe ao meu consultório era entender também por que tinha uma compulsão desenfreada em comprar as coisas, sem necessidade.

Ao regredir, ela me relatou:
Sinto o meu braço esquerdo pesado e dormente (normalmente, nessa terapia, essas sensações físicas são sempre indício de uma presença espiritual obsessora. O peso no braço se dá pelo fato de o ser das trevas o estar segurando; a dormência é por conta de a paciente perceber, sentir o seu campo vibracional).

– Pergunte a esse ser espiritual o que ele sente por você, peço à paciente.
Parece que ele sente amor por mim. Sinto um calor… ele está me abraçando (paciente fala chorando).

– Peça para ele se identificar.
Diz que é o meu homem, meu esposo de uma vida passada.

– Pergunte-lhe qual o motivo dele estar aqui.
Ele fala que não quer me abandonar, pois havia entre nós um amor muito grande nessa existência passada, e que ele acabou morrendo prematuramente num acidente de carro. Fala ainda que, após sua morte, me procurou durante um bom tempo, e como conseguiu me localizar, não vai querer me deixar.

– Pergunte se ele já ouviu falar no plano espiritual de luz?
Diz que sim, mas não quer ir para lá porque acha que não irá me ver mais. Deixa claro que ele não quer isso porque me ama muito… Eu também sinto um amor muito grande por ele (paciente fala chorando muito).

– Pergunte se ele tem consciência de que está lhe prejudicando?
Diz que não consegue suportar me ver com outro homem. Sabe também que o amo, que compro as coisas compulsivamente para preencher o vazio que sinto por ele não estar comigo na vida atual. Mas faz questão de me dizer que está sempre comigo, embora eu não o perceba. (pausa). Não o vejo muito claramente, mas ele é jovem, tem pele clara, cabelos castanhos, fisionomia bonita e calma. Agora estou me recordando… eu já sonhei uma vez com ele. Achei que fosse um mero sonho.

– Pergunte qual é o nome dele.
É Marcelo, diz que vivemos juntos no Rio de Janeiro.

– Diga-lhe que o amor que vocês viveram nessa vida passada foi realmente belo e muito intenso e que o acidente de carro que ele sofreu, e que o levou ao desencarne, foi realmente muito doloroso e traumático para os dois. No entanto, vocês agora estão em planos diferentes, e por mais que isso seja doloroso para ambos, é necessário que ele busque o caminho da luz, pois estando sempre com você, isso a prejudica, bem como a ele também. Se for da vontade de Deus, numa outra oportunidade, vocês ainda irão se reencontrar (paciente conversa com ele chorando muito).
(pausa).
Dr. Osvaldo, está muito difícil conseguir convencê-lo, ele chora muito… Ele pega na minha mão, fala que não, que não quer ir embora. (pausa).

– Você quer falar mais alguma coisa para ele?
“Marcelo, sei que é muito difícil ficarmos separados. Eu te amo muito, mas cada um precisa seguir o seu caminho. Vou te esperar com muito amor”.  (pausa).
“Dr. Osvaldo, ele só chora”.

– Diga-lhe que você irá ajudá-lo, orando para que ele tenha força e coragem e pedir ajuda aos espíritos amparadores para ser levado à luz. Fale que se ele pedir ajuda, no plano de luz será orientado, amparado, cuidado e irá entender muitas coisas em relação à sua vida.
(pausa).
“Ele me diz que ainda não se sente preparado para ir”.

– Fale que tudo tem sua hora, que respeitamos o seu momento. Mas diga-lhe que você não vai abandoná-lo para sempre, que ele pode confiar… que você irá orar por ele.
“Ele pergunta quem irá me proteger”.

– Fale que todos nós, inclusive ele, temos um anjo guardião, um mentor espiritual, que está sempre nos orientando, nos protegendo.
“Dr. Osvaldo, ele ainda está um pouco cético, fica na dúvida em aceitar ir para a luz. Mas falou que não vai mais me prejudicar, interferir em minha vida. Ele agradece e beija a minha mão”.

No final dessa sessão, pedi para que a paciente orasse por ele, mandando-lhe a luz dourada de Cristo, visualizando-o sendo banhado, iluminado por essa luz Crística.
Na sessão seguinte (última), ela me disse:
“Sinto um pouco de frio e o meu braço esquerdo está também um pouco pesado; (a paciente estava sentindo frio, por conta da presença de um ser das trevas, um lugar gélido, fétido e escuro)”.

– Com certeza, há uma presença de um ser das trevas à sua esquerda, afirmo. Peça para que esse ser espiritual se identifique – Peço à paciente.
“Ele diz que é o Marcelo… está acariciando o meu cabelo. Fala que veio se despedir de mim, que eu estava certa, realmente estamos separados em dimensões diferentes. Por isso, tenho que tocar a minha vida, que as coisas têm que acontecer naturalmente, e que ele não irá mais interferir em minha vida. Esclarece que custou muito a entender isso, que não só ele, mas que eu também estou sofrendo. Fala que as emanações de paz e amor que vibrei, através das minhas orações, fizeram com que ele caísse em si, se conscientizasse de que não é o momento de ficarmos juntos. Mas que vai para a luz com muita dor, pois me ama muito.

Reafirmo o que lhe falei na sessão passada: mesmo indo para a luz, não vou esquecê-lo jamais, vou continuar emanando luz para ele. Ele está agradecendo, beija minha testa chorando, me pergunta se posso lhe dar um abraço de despedida…
Digo que sim… Estamos agora abraçados (paciente fala chorando muito)”.
(pausa).
“Tem um ser de luz, vestido de branco… está do lado dele. Diz que agora precisa levá-lo para a luz. O Marcelo está se despedindo, e me diz: – Tchau, meu amor, até um dia!
Falo para ele confiar, que vai ficar tudo bem… Eles estão indo embora. (pausa).

Estou me sentindo triste, mas ao mesmo tempo aliviada porque sei que ele ficará bem no plano espiritual de luz”.

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2 comentários em “Caso Clínico: Por que os meus relacionamentos afetivos não dão certo?

  1. Nossa que triste, que difícil deixar as pessoas que amamos, especialmente quando ainda acreditamos que podíamos ter aproveitado mais o tempo ao lado delas.

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