Primeiramente, quero esclarecer aos leitores (as) o que são almas gêmeas do ponto de vista da espiritualidade. Almas Gêmeas são almas que vêm do mesmo foco de energia e podem ser: homem e mulher, mulher e mulher, homem e homem.

Muitas dessas almas nutrem um amor afetivo e sexual, mas muitas também têm um amor de irmãos, puramente fraternal.

Melhor explicando: as almas gêmeas frequentemente vieram juntas em várias encarnações não só como cônjuges, mas também em outros papéis sociais (pai e filho, irmãos, tio e sobrinha, amigos, etc.). Em outras palavras, as almas gêmeas não é só um amor entre um homem e uma mulher, mas também de pessoas do mesmo sexo: homem e homem, mulher e mulher. Aqui explica também o porquê de um homem ou uma mulher se envolver intensamente com uma pessoa bem mais velha, ou bem mais nova, em condições econômicas e culturais diametralmente opostos, e mesmo com nacionalidades diferentes.

Em muitos casais, a afinidade e o entrosamento são tão grandes que basta um olhar para que o outro saiba o que quer. Não precisam de muitas palavras para se entender.

Há felicidade nesses relacionamentos porque ambos aprenderam suas lições do passado e estão nesta encarnação para outras experiências de crescimento e de evolução. Portanto, essa felicidade não veio por acaso, mas como fruto de várias encarnações juntos. Desta forma, a cada nova experiência numa encarnação passada os laços se fortalecem. Por conta desse laço forte e profundo que os une, são comuns no primeiro encontro ambos se reconhecerem mutuamente, sentirem uma afinidade e emoções profundas, inexplicáveis aos olhos da mente racional do ego, pois o reconhecimento se dá em nível de alma dos dois.

Somente os que conhecem a linguagem da alma (intuição) são capazes de entender e aceitar a profundidade desse tema. O reconhecimento de sua alma gêmea pode acontecer também de outras formas.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, que busca unir a ciência psicológica e espiritual, muitos pacientes nas sessões de regressão de memória recordam emocionados várias existências passadas em que estiveram juntos com sua alma gêmea. Esses pacientes passam a entender que o insucesso amoroso em sua vida atual se explica pelo fato de ainda não terem encontrado sua alma gêmea. Entendem também por que sentem com frequência insatisfação, depressão, vazio, saudade, solidão – mesmo acompanhados – sem saber do quê.

Nesta terapia – através de seu mentor espiritual, que é um ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual – em muitos casos lhes são revelados onde se encontram suas almas gêmeas, que podem estar encarnadas, ou desencarnadas no plano espiritual.

 

 

Caso Clínico:

Encontrei a minha alma gêmea!

Veio ao meu consultório, um homem de 42 anos, divorciado, na entrevista de avaliação disse que queria entender o porquê de sua vida afetiva estar sem sentido.

Bem sucedido financeiramente, filho único, veio de uma família abastada, sempre teve tudo e nunca passou por dificuldades financeiras. Completou seus estudos, foi para os EUA fazer pós-graduação e tinha 24 anos quando conheceu sua ex-mulher, uma brasileira que também estudava na mesma universidade que o dele. Começaram a namorar, voltaram ao Brasil onde se casaram. Ele já estava com 28 anos, quando assumiu as empresas do pai.

Todos diziam que ele tinha uma vida maravilhosa: rico, uma mulher linda e inteligente. Mas faltava o herdeiro que não vinha. Foram inúmeras tentativas e nada. O casamento começou a se desgastar e os dois começaram a se distanciar a ponto de se divorciarem.

Nunca fora homem de muitas mulheres, sempre honesto com as namoradas, principalmente com sua ex-esposa. Mas não aguentava mais viver com alguém que não mais amava. Então, queria entender por que seu casamento não havia dado certo, e por que não conseguia se acalmar, pois vivia muito angustiado, sentia falta de um amor.

Na primeira sessão de regressão, o paciente não trouxe nada, estava muito ansioso, inquieto; então, decidimos marcar para outro dia a nossa sessão.

Na sessão seguinte, comecei com o relaxamento e ele começou dizendo que estava vendo uma casa. Uma casa branca, muito grande – era uma cena de uma vida passada. Disse que estava vendo um homem, pedi para que se aproximasse desse homem. (pausa).

– É um homem alto, forte, aparenta ter 36 anos. Ele é muito sério! Está sentado na varanda… .

– Veja o que ele diz e faz? – Peço-lhe.

– Ele está sentado, olhando seus dois filhos, que brincam no jardim. Ele tem um olhar perdido… Agora aparece uma senhora que segura um bebê e, logo atrás dela, uma menina. Essa mulher está pedindo emprego.

Ele é bem ríspido, diz que não tem nada a oferecer e pede para que ela fosse embora.

Espera! Ele grita quando vê a menina que acompanhava aquela senhora.

Ele diz: – A senhora pode cuidar da minha esposa que está doente. A mulher aceita de pronto.

Em seguida, chama uma criada e pede para que leve a mulher, o bebê e a menina, e lhes dê comida e alojamento.

 

Osvaldo, senti uma dor no meu peito quando vi aquela menina. Ela é linda! Mas é apenas uma menina, uns 15 anos mais ou menos. Fiquei muito nervoso quando ela estava por perto.

– Avance na cena – Peço-lhe.

– Esse homem, sou eu nessa vida passada. Sou triste, mas o coração bate forte quando vê aquela garota. Também sou um homem temente a Deus.

Vou à igreja todos os domingos, com os meus filhos. A minha esposa está muito doente e não sai de casa.

Quem cuida de minha esposa agora é a menina. Ela se chama Nádia. (pausa).

Eu me sinto péssimo, Osvaldo, quero acabar a sessão.

Na sessão seguinte, conversamos sobre suas sensações e sonhos que ele teve naquela semana, e, em seguida, fomos para o relaxamento.

– Vejo um velório… A minha esposa faleceu. Ela estava sofrendo muito. Fiquei só com meus dois filhos.

Não vejo mais a Nádia. Não a vejo em lugar nenhum, Osvaldo.

– Calma, volte na cena e a encontre – Peço ao paciente. (pausa).

– Como me sentia mal com relação aos sentimentos que nutria por ela, eu a mandei embora. A presença dela me incomodava. Não queria machucar ninguém. Mas me senti perdido sem ela, e, depois de um tempo, fui procurá-la.

– Avance na cena – Peço-lhe.

– Eu a encontrei morando em uma casinha bem simples. Ela estava estendendo as roupas no varal.

Nádia – eu a chamo – ela se virou e vi que estava grávida. Ao me ver ficou corada, e só ficamos nos olhando. Ela continuava linda. Grávida então, meu Deus, era um anjo! Não tive coragem de falar nada, Osvaldo. Vou embora. Voltei pra casa muito, mas muito triste. (paciente fala chorando muito). (pausa).

O que você vê agora? – Peço-lhe.

– Vejo um ser espiritual, uma mulher aqui no consultório… Parece ser a minha esposa que morreu nessa vida passada. (fala emocionado, chorando copiosamente).

– Ela fala que é a minha mentora espiritual, e me agradece por ter respeitado o nosso casamento, porém, revela que a Nádia é a minha verdadeira alma gêmea, e que ainda vamos nos reencontrar na vida atual.

Ela pede para que eu volte a visitar os meus pais da vida presente. Realmente, não os vejo já faz um tempo.

Ela está dizendo que serei muito feliz ao reencontrar a minha alma gêmea, e que na vida atual terei dois filhos com ela. (pausa).

Pergunto à minha mentora espiritual onde posso encontrá-la?

Ela me pede calma, diz que o lugar exato não tem permissão para me falar, mas que irei encontrá-la, isso não há dúvida. Agora, ela me agradece e vai embora.

Passados oito meses da última sessão, o paciente me ligou e disse que queria falar comigo; então, o convidei para passar aqui na clínica para tomarmos um café, e ele me contou as novidades.

Ele me disse: – Osvaldo, eu a encontrei. Encontrei minha alma gêmea, a Nádia. E sabe onde ela estava?

– Nem imagino, respondi sorrindo e muito curioso!

– Na casa dos meus pais. Uma moça veio trabalhar na casa deles. Fazia anos que eu não passava lá. Quando a minha mentora espiritual falou para que eu fosse lá, não dei muita atenção. Mas vinha um chamado dentro de mim. E, na semana seguinte, fui jantar na casa dos meus pais e tomei em choque quando vi uma moça linda na porta me esperando. Era ela, Osvaldo, tinha os mesmos olhos! Ficamos um tempo nos olhando até a voz da minha mãe ecoar no corredor – Entra meu filho!

Não consegui me conter, comecei a chorar, era uma mistura de alegria, vontade de abraçá-la.

Osvaldo é claro que na vida atual ela não tem o mesmo corpo físico daquela vida passada, mas os olhos, meu Deus, são os mesmos!

Bem, resumindo: estamos apaixonados e noivos. É claro que a minha família está contra. Meus pais me questionaram: – Como vou casar com uma moça cuja realidade socioeconômica é tão diferente da minha?

Mas, Osvaldo, não estou nem aí! O que importa é ser feliz com ela e ter meus filhos.

As pessoas sempre julgam, e uma coisa eu aprendi na vida: ninguém agrada ninguém. Então, vou ser feliz com a mulher de minha vida.  É isso que me importa!

 

 

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