A grande maioria dos psiquiatras e psicólogos não toma o devido cuidado de fazer um diagnóstico diferencial entre mediunidade que é normal, de um distúrbio psiquiátrico, um transtorno dissociativo psicótico, ou o que popularmente se chama de loucura.

Mas por quê?

Porque o paradigma médico e psicológico vigente – ainda hoje ensinado nas universidades – equivocadamente não vê o ser humano em sua totalidade (mente, corpo e espírito), adotando, portanto, um critério puramente organicista, não levando em conta a existência da alma, do espírito.

Por conta disso, o que se percebe é muitos médicos psiquiatras rotularem equivocadamente todos os pacientes que dizem ouvir vozes e/ou ver espíritos como psicóticos e tratam-nos com medicamentos pesados, os antipsicóticos.

Entretanto, na minha prática clínica, a grande maioria de meus pacientes é, na verdade, médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com desequilíbrio mental, psiquiátrico.

É lamentável que tantas pessoas (médiuns) continuem sendo prejudicadas fisicamente, pelo uso contínuo de psicotrópicos, muitas vezes desnecessários.

Sendo assim, pacientes com transtorno espiritual e não psiquiátricos, poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma medicina que leve em consideração o ser humano integral (mente corpo e espírito).

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, toma-se o devido cuidado em distinguir um distúrbio mediúnico de um distúrbio psiquiátrico, por levar em conta o ser humano integral.

 

Caso Clínico:

Doença mental ou mediunidade?

Veio ao meu consultório um pai muito preocupado com sua filha, uma jovem de 23 anos. Assim me relatou: – Dr. Osvaldo minha filha desde pequena, dizia ter um amigo imaginário. Quando tinha cinco anos de idade, ela me disse: – Papai tem um homem aqui olhando pra mim…

Na verdade, nem eu e nem minha esposa acreditávamos. Achávamos que ela estivesse fantasiando, ou talvez assistido a algum filme. Não demos importância. Mas percebemos que ela frequentemente falava sozinha. Ela chegava da escola e ia direto para o quarto, nem queria assistir TV. O tempo foi passando, e agora me culpo, pois não dei nenhuma atenção para minha filha. Acabei me separando de minha esposa e ao levá-la a um psiquiatra, minha filha foi diagnosticada como esquizofrênica (transtorno mental crônico de causa desconhecida pela psiquiatria).

Hoje ela está internada numa clínica psiquiátrica, dopada de remédios! O que eu posso fazer para ajudá-la?

Resolvemos em comum acordo que o pai passaria pela TRE para ajudar sua filha, pois a mesma estava com a mente totalmente comprometida com remédios.

Na 1ª sessão de regressão, o pai relatou: – Meu Cristo, que coisa horrorosa!

Vejo um monstro (ser desencarnado das trevas)… Na verdade, são vários. Estão com muita raiva e dizem que eu não tenho como fazer para ajudar minha filha.

– Pergunte o que eles querem com ela? – Peço ao pai da paciente.

– Estão dizendo que querem sugar toda a energia dela, que a querem para eles… Agora vejo uma luz. É uma mulher! Eu me sinto mais calmo com a sua presença. Ela emana luz de suas mãos para mim. (pausa).

Agora, ela está indo embora…

 

Na sessão seguinte, ele me informou que sua filha havia piorado, e que teve outro surto psicótico no hospital. Por isso, veio mais preocupado.

Após passar por um relaxamento muscular progressivo, assim me relatou: – Vejo novamente a mesma mulher da 1ª sessão. Fala que o seu nome é Neuma, e que é a mentora espiritual de minha filha (mentor espiritual é um ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual).

– Pergunte-lhe o que você pode fazer para ajudar sua filha?

– Ela revela que minha filha é uma médium, e me esclarece que o homem, amigo imaginário, que apareceu para minha filha quando ela tinha cinco anos era um anjo, e veio para lhe falar sobre a vida após a morte, que ela teria muitas visões de seres espirituais, e que iria ajudar muitas pessoas – médiuns como ela – que por serem médiuns eram tratadas como loucas. Por isso, ela estava passando por essa experiência de internação para entendê-las melhor.

– Pergunte à mentora espiritual de sua filha como você deve proceder?

– Ela diz que os psiquiatras vão tirar as medicações gradativamente (é o que chamamos de “desmame”). Terá que ser feito aos poucos, pois ela vem sendo medicada já há alguns anos. Diz ainda que quando a minha filha não tiver mais tomando os remédios, ela terá um período de abstinência, e que teremos que ter muita calma, muita paciência.

– Afirma que ela terá que também se educar espiritualmente, pois reitera novamente que a missão de minha filha é ajudar às pessoas que são médiuns como ela – equivocadamente diagnosticadas como esquizofrênicas, loucas.

Ao término desta 2ª sessão, passados três meses, o pai trouxe sua filha de volta para casa. Com o decorrer do tempo, os remédios foram sendo tirados aos poucos pelo seu psiquiatra e paralelamente o pai vinha às sessões de regressão para receber novas orientações da mentora espiritual da filha.

As orientações da mentora espiritual, o merecimento da jovem, e o empenho do pai em ajudar sua filha foram imprescindíveis para o êxito desse trabalho.

Neste caso, foram feitas 18 sessões de regressão. Toda semana, sem falta, o pai vinha em meu consultório trazendo notícias da jovem que estava a cada dia melhor. Passado algum tempo, o pai trouxe a filha, e para minha surpresa e alegria, ela veio fazer meu curso para ser terapeuta em TRE. Em breve, ela se formará e poderá cumprir sua missão.

 

 

 

 

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