A Terceira Inteligência

“O desenvolvimento da Terceira Inteligência depende de uma determinação interior da pessoa de mudar. É preciso que ela reveja paradigmas, conceitos e, às vezes, até valores inadequados ou ultrapassados. Sabemos que isso não é fácil, porque as normas de conduta são internalizadas após dezenas de anos de educação e formação tanto familiar como acadêmica”.
Floriano Serra – Autor do livro “A Terceira Inteligência”.

“A alma do homem é como água;
Vem do céu
Ao céu volta
E depois retorna a Terra,
Em eterna alternância”.
– Goethe.

Até a década de 70 valorizava-se muito na cultura ocidental a inteligência racional e lógica. Os testes de inteligência (Q.I.) eram aplicados nas empresas e escolas para medir o coeficiente de inteligência dos candidatos ou alunos.

A partir da década de 80, o psicólogo americano Daniel Goleman introduziu o conceito de Inteligência Emocional, esclarecendo que não bastava uma pessoa ter um raciocínio lógico, analítico, um bom Q.I. se o seu coeficiente emocional (Q.E.) for baixo, ou seja, se o indivíduo for inábil no trato com as pessoas por conta de sua dificuldade de lidar com o seu lado afetivo e emocional. É comum observar no ambiente de trabalho, profissionais altamente qualificados do ponto de vista técnico, porém, inábeis no trato com as pessoas.

Há médicos, por exemplo, muito competentes, objetivos em diagnosticar a doença e prescrever a medicação certa para cada paciente. No entanto, encontram muita dificuldade em se relacionar com pacientes que necessitam de proteção, orientação e segurança, em função de seu quadro clínico especifico.
Esses profissionais sofrem de “secura de afeto”; são, portanto, disfuncionais do ponto de vista afetivo (têm problemas na área da ternura), não se permitem expressar, dar colo ao enfermo.
Precisam resgatar a capacidade de amar. É sabido que a intimidade com os pacientes, em muitos casos, permite uma cura mais rápida.
Já presenciei o caso de um paciente soropositivo que cometeu suicídio pela falta de sensibilidade do médico ao informá-lo secamente que era portador do vírus HIV.

Na década de 90, por conta dos movimentos espiritualistas e da psicologia transpessoal, que defendem a visão do homem integral (mente, corpo e espírito), desenvolveu-se o conceito de Terceira Inteligência ou Inteligência Espiritual, cuja proposta é unir o racional, o emocional e o espiritual, agregando valores éticos, morais e espirituais, tais como a consciência de seu papel na sociedade, a competição leal, a honestidade, o respeito a si, aos outros, ao meio-ambiente, à vida, a humildade, a simplicidade, a compaixão, a solidariedade, a cooperação, o pensar coletivamente.

Em meu consultório, é comum vir pacientes insatisfeitos tanto na área pessoal quanto na profissional, que se queixam de depressão, angústia, ansiedade ou mesmo manifestando um sentimento de vazio, confusão e infelicidade por não saber que rumo tomar em sua vida. Há também aqueles que, apesar das conquistas materiais, profissionais, posição social, vivem intranquilos por não conquistar a paz interior.
Há ainda os que levam uma vida inteira para descobrir sua missão pessoal, seu verdadeiro propósito nessa existência e quando descobrem, mudam radicalmente seu estilo de vida, posturas, atitudes e até de emprego.
Posso dizer que sou uma prova viva dessa mudança radical quando descobri o meu verdadeiro propósito de vida ao abrir a minha mente, diminuindo o meu orgulho e auto-suficiência no que se refere à espiritualidade (plano espiritual, leis universais, palingenesia ou reencarnação, programa reencarnatório, mentor espiritual, interferência de espíritos superiores e inferiores em nossas vidas, o poder da oração, do amor, do perdão como fatores de cura, etc.).
Era, sem dúvida, um analfabeto espiritual, pois era bastante ignorante, obtuso, preconceituoso acerca desse assunto. O meu Q.E. (quociente espiritual) era, portanto, baixo.

Antes de criar em 2006 a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Método terapêutico de autoconhecimento e cura, era um psicólogo e consultor de empresas tradicional. Após concluir minha formação em psicologia (1981), fiz especialização em psicanálise e análise transacional. Trabalhava em meu consultório como psicoterapeuta, psicólogo do Hospital do Servidor Público do Estado e como consultor de empresas, ministrando cursos, palestras na área motivacional e de relacionamento interpessoal.
Apesar do relativo sucesso na minha profissão, ainda assim, vivia insatisfeito por não encontrar o meu verdadeiro caminho, os anseios de minha alma. No consultório, os meus pacientes ficavam anos a fio em seu processo terapêutico (muitas vezes, sem resultados mais efetivos), e nas empresas, os funcionários saiam de minhas palestras e cursos bastante motivados, porém, ao entrar na rotina de trabalho, voltavam a se sentir desmotivados e repetir os mesmos comportamentos inadequados. Poucos mudavam efetivamente suas atitudes. Posteriormente, fiz minha formação em Terapia de Vida Passada (TVP) com a Dra. Maria Júlia, médica, discípula do psicólogo americano Dr. Morris Netherton, criador dessa terapia. No entanto, os resultados em meu consultório, embora com alguns pacientes fossem efetivos, com a maioria não foram satisfatórios.

Houve uma paciente que me questionou até quando iria passar pelas sessões de regressão (era sua 25ª sessão), pois ainda não tinha descoberto a causa de seu problema e nem percebido melhoras.
Até que um dia, com uma paciente, tudo mudou. Ela me disse: “Doutor Osvaldo, o meu mentor espiritual e a equipe do plano astral estão me dizendo que daqui para frente eles vão assessorar o nosso trabalho. O meu mentor esclarece que ele é um espírito desencarnado responsável pela minha evolução espiritual e comenta que todos nós, encarnados ou desencarnados, temos um mentor espiritual”.
Atônito e um tanto cético, achei que era “fantasia” da paciente, mas aceitei que o suposto “mentor espiritual” conduzisse o trabalho terapêutico. Para a minha surpresa, essa paciente obteve um resultado significativo – resolveu o seu problema num curto espaço de tempo como nunca ocorrera com os meus pacientes.
Dali para frente resolvi pedir a cada paciente que conversasse com o seu mentor espiritual para que o mesmo pudesse orientá-lo acerca de seus problemas e como resolvê-los.
90% de meus pacientes entraram em contato com os seus mentores e se beneficiaram de suas orientações.

A partir daí, denominei essa terapia de Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), a terapia do mentor espiritual, pois ele é a peça chave dessa terapia. Por conhecer o paciente profundamente, pois vêm o acompanhando em várias encarnações, é a pessoa com mais autoridade para descortinar o seu véu de esquecimento para que o mesmo possa descobrir a causa de seus problemas e se libertar das amarras (bloqueios) de seu passado. Nessa terapia, em muitos casos, o mentor espiritual não só faz o paciente regredir, como também progredir, ou seja, faz revelações futuras se assim julgar necessário.
E o meu papel, enquanto terapeuta, é abrir o canal de comunicação para que o mentor possa orientá-lo melhor. Portanto, sou um facilitador do processo de comunicação entre ambos.
Posteriormente, vim a descobrir que a minha missão – através dessa terapia -, é unir a ciência psicológica com a espiritualidade, servindo de canal das forças superiores do Astral para que o mentor espiritual do paciente possa se manifestar e, com isso, orientá-lo não só em relação aos seus problemas e aprendizagens, como também se está no caminho certo de seu verdadeiro propósito de vida nesta encarnação.
Desta forma, a TRE, ao trabalhar no nível supraconsciente, é uma terapia profunda da alma, que leva o paciente a transcender seu ego (mente racional) para entrar em contato com sua inteligência espiritual, o seu eu verdadeiro (Eu Superior), e, com isso, buscar respostas às questões mais complexas, pois a inteligência de seu ego é superficial, não tem profundidade, não responde aos anseios de sua alma.

Caso Clínico:
Por que não consigo deslanchar na minha profissão?
Mulher de 51 anos, casada.

Paciente veio ao meu consultório querendo entender por que não conseguia deslanchar em sua profissão.
Era uma terapeuta holística (trabalhava com tarô, florais, reiki, radiestesia, radiônica, cristais e aromaterapia). Apesar de ter uma boa bagagem teórica (fez vários cursos de formação holística) e de ter uma sensibilidade bastante aguçada (a profissão exige isso), ou seja, uma P.E.S. (percepção extra-sensorial) acentuada (clariaudiência, clarividência, psicofonia, psicografia, etc.), tinha medo de pôr em pratica o que aprendeu nos cursos. Não se sentia suficientemente capaz e merecedora, portanto, era afetada por uma autoestima baixa.
Por conta de sua falta de autoconfiança e insegurança, colocava em dúvida se essa atividade era o seu verdadeiro caminho profissional. Queria entender também o motivo de seu marido ser alcoólatra e ser tão distante afetivamente dela e de seus filhos. Teve uma gravidez tubária e quando fez a cirurgia, sofreu uma parada cardíaca e, no final, o cirurgião esqueceu uma toalha cirúrgica em seu abdome.
Numa outra cirurgia para retirar a toalha houve uma complicação (teve uma hemorragia, quando o médico demorou em achar a sua origem. Ficou 8 horas na mesa cirúrgica). Sempre teve problemas ginecológicos (corrimento, inflamação, coceira, miomas).
Um ano antes de vir ao meu consultório, ao descer de uma escada, caiu e fraturou o pé esquerdo. Após esse incidente ficou depressiva, desanimada em viver.

Ao regredir, ela me relatou: “Vejo uma tábua com desenhos de um jogo adivinhatório em cima de uma mesa. Estou sentada na cabeceira dela e, em volta, vejo homens participando desse jogo. São vikings, suas roupas são de pele de animal. Eu decifro esse jogo para eles.
Uso também um manto de pele e na minha cabeça vejo uma tiara dourada e verde. Sou idosa, cabelos brancos, presos para trás.
Todos são guerreiros, vem pedir a minha ajuda e orientação antes de saírem para o mar. Vejo um porto e os navios saindo. Sou uma sacerdotisa. Eu os orientava como vencer os inimigos nas batalhas. Os povos inimigos não gostavam do que eu fazia, eles me conheciam (pausa). Agora me vejo sozinha numa caverna escura, deitada numa mesa de ritual. Estou vendo também o rei dos vikings, ele usa uma coroa na cabeça (pausa). Tenho a impressão de que ele é o meu marido da vida atual.
Em comunhão com ele, me recolhi nessa caverna para buscar respostas às duvidas que o nosso povo tinha em relação às batalhas, mas acabei não saindo mais desse lugar (paciente chora).
A impressão que me vem é que acabei morrendo nessa caverna. Vejo um morcego muito grande, voando no teto dessa caverna.
Esse ser fechou tudo em volta, não me deixando sair mais desse lugar (pausa).
Agora estou vendo o meu mentor espiritual. Ele é um ancião, cabelo e barba branca, sorriso largo. Só vejo o rosto dele… Seu rosto agora mudou, está feio, parece uma caveira, como que em decomposição”.

– Veja quem é esse ser espiritual – peço à paciente.
“Ele se interpõe na frente de meu mentor espiritual, não o deixando conversar comigo (pausa).
Esse ser desencarnado das trevas me diz que com as adivinhações que fazia ajudei a fazer com que o matassem. Explica que com as minhas adivinhações os guerreiros vikings o encontraram onde estava escondido e o esquartejaram (pausa).
Sinto que ele tem muita raiva de mim por isso”.

– Pergunte há quanto tempo ele vem te acompanhando? – Peço à paciente.
“Ele me diz que há quatro gerações (quatro vidas passadas).
E que em todas as mazelas que passei nessa vida atual, de alguma maneira ele estava envolvido. Enumera que foi ele que influenciou o cirurgião a esquecer da toalha cirúrgica no meu abdome; na outra cirurgia para a retirada dessa toalha, ele dificultou que o médico descobrisse de onde vinha a hemorragia. Esclarece que só não conseguiu tirar a minha vida porque o meu mentor espiritual o impediu a tempo numa outra cirurgia que eu ia fazer de mioma uterino. Diz que eu tive um aviso de meu mentor espiritual para que não me submetesse mais a nenhuma cirurgia, sem a permissão dele. E que se o meu mentor espiritual não tivesse feito isso, eu iria desencarnar (paciente me relatou que foi numa pessoa que lê baralho cigano, e que lhe disse: – Seu mentor espiritual pede para você não operar mais nada, nem uma unha encravada sem a autorização dele).
O obsessor espiritual está me dizendo também que foi ele que me empurrou da escada e me fez quebrar o pé.
Na verdade, o meu mentor espiritual está agora me dizendo que o objetivo desse ser espiritual era de me derrubar da escada para eu bater a cabeça (pausa).
Estou conversando com esse ser das trevas explicando-lhe que nessa vida passada não queria prejudicá-lo, não era nada pessoal, pois era uma guerra entre dois povos. Mas ele argumenta dizendo que não quer saber disso, e diz que tudo o que acontece de ruim em minha vida é provocado por ele”.

– Fale que ele não pode ficar indefinidamente alimentando esse ódio por você, e se ele quiser sair das trevas, desse lugar gélido, escuro e de sofrimento, é só pedir ajuda que os espíritos amparadores irão tirá-lo desse lugar – peço à paciente.
“Ele ignora o que o senhor disse, e fala que até o meu marido bebe por influência dele (pausa).
Estou tentando chegar perto dele – paciente me diz.
Falo para ele que na vida atual estou ajudando às pessoas com cura e que eu posso ajudá-lo se ele permitir.
Nossa! Que mão gelada! (Paciente pega nas mãos dele).
Ele está mais calmo… Falou que ainda é difícil para ele me perdoar, mas que vai procurar auxílio (pausa).
Seu mentor espiritual está tentando levá-lo… Estou agora pedindo perdão e orando por ele.
O meu mentor espiritual me esclarece que o trouxe aqui no consultório para que pudesse haver a reconciliação entre nós. Explica que ele será encaminhado para o hospital do astral. Diz que ele já consegue olhar para mim sem ódio (pausa).
Agora está sendo levado em direção a uma luz grande pelo seu mentor espiritual. Ele aceitou ser ajudado. Graças a Deus!
O meu mentor espiritual está me dizendo que na vida atual como taróloga fico com receio de ler as cartas dos consulentes por conta dessa vida passada em que perdi a vida ao tentar dar respostas para os guerreiros vikings.
Diz ainda que as minhas dúvidas foram esclarecidas, os meus medos foram entendidos, e as minhas buscas foram direcionadas. Que o meu caminho daqui para frente vai se abrir. E que é só seguir. Diz que ficou satisfeito por eu ter buscado essa terapia (TRE), pois era a chave que precisava para abrir as portas de minha vida, e que eu mesma havia fechado. Pede para que não deixe que as pessoas me desmereçam e nem eu mesma faça isso comigo, de não achar que tenho merecimento. Está agradecendo ao senhor por esse trabalho, fala que eu me libertei bem como aquele ser.
Esclarece que o meu marido – que na vida passada foi rei dos vikings – hoje veio numa condução mais humilde e, por conta disso, tem muita revolta. Diz que não posso fazer mais do que tenho feito por ele até agora. Afirma que só ele pode se ajudar, e que o destino dele está nas suas próprias mãos. Fala que ele ainda traz o orgulho de seu passado, como rei. Por isso, não consegue demonstrar afeto.
Ele me diz: – É, filha, você está se esquecendo de uma frase importante: Livre Arbítrio! Portanto, só ele pode se ajudar’. Mas pede para orar pelo meu marido. Afirma que estou no caminho certo, que realmente o meu caminho profissional é esse mesmo -Terapia Holística.

– Você gostaria de fazer mais alguma pergunta para o seu mentor espiritual? – Peço à paciente.
“Não. Eu só quero lhe agradecer. Estou muito emocionada (paciente chora). Ele está finalizando, dizendo que não só o meu trabalho irá ajudar muitas pessoas, como o seu também. O nosso trabalho vai ser muito importante para essa época tão conturbada que estamos vivendo, e que vamos viver ainda, até que as pessoas estejam mais ligadas com a espiritualidade. Só assim, irão encontrar as respostas às suas inquietações”.

 

 

Anúncios

2 comentários em “A Terceira Inteligência

  1. Doutor, Eu nao estou nada bem. Tenho passado mto mal, Eu nao tenho mais vontade pra nada. Mal consigo me levantar da Cama e agora tenho Sentido fortes tontura e levado gdes tombos todos eles bato a cabeca no chao com mta forca. Tenho sentido fortes dores de cabeca. Doutor preciso de uma luz do senhor tenho sentido um forte cheiro de Mirra, Perfumes de Flores o que sera isso? Doutor o Mentor da Gente pode ser alguem encardo que esta ao nosso lado de corpo e alma.

    Curtir

Os comentários estão encerrados.