Você usa sua mediunidade para benefício das pessoas?

“Eu tenho a impressão de que os sensitivos e os médiuns são pessoas que têm uma verdadeira aptidão e vocação para curar os outros, e que o fato de captar doenças dos outros reequilibra o seu próprio sistema energético. Deixando de fazê-lo, desajustam-se do mesmo modo que um grande pianista ou pintor se desajustaria se deixasse de praticar a sua arte”.

Pierre Weil (Doutor em psicologia pela Universidade de Paris)


“Sou muito doente e os médicos não descobrem o que tenho”;

“Meu humor é muito instável. Acordo de manhã bem humorada e à tarde fico depressiva sem uma causa aparente”;
“Sinto dores pelo corpo que se manifestam ora em um lugar, ora em outro”;
“Minha vida está emperrada, não flui em todos os aspectos: afetivo, financeiro-profissional, familiar, saúde, etc.”;
“Sinto medo, insatisfação, calafrios constantes, não durmo direito, de repente tenho vontade de chorar sem um motivo que justifique”;

“Saio de casa bem e, ao entrar em algum lugar, sinto indisposição, vontade de sair correndo ou de dormir”;

“Saio fora do ar (transe mediúnico) , perco contato com a realidade e, quando volto à consciência, não me lembro do que fiz ou o que aconteceu”.

Esses e outros problemas são as queixas mais comuns de meus pacientes com mediunidade, uma sensibilidade aflorada.
Em verdade, todas as pessoas têm alguma sensibilidade (embora muitas não tenham consciência disso), percebem, captam mensagens (muitas vezes sutis), tanto dos encarnados, como dos desencarnados.
Sentir raiva, tristeza, depressão, ansiedade, angústia, sem motivo aparente, podem indicar absorção de energias negativas vindas principalmente dos desencarnados. Os espíritos desencarnados existem e interferem em sua vida mesmo que você não acredite neles.
Neste aspecto, somos todos médiuns (uns mais, outros menos), canais das forças espirituais (bons ou maus espíritos).

No entanto, há médiuns que têm uma sensibilidade mais aguçada, apurada, gerando perturbações de difícil diagnóstico, que podem manifestar-se em sintomas de doenças, cuja causa os médicos não conseguem descobrir.
Há também aqueles com inúmeros problemas de ordem emocional, financeiro, profissional, afetivo, familiar, etc., que se procurarem um terapeuta (psicólogo ou psiquiatra) que não tenha experiência e qualificação para tratá-los, poderão até agravar os seus problemas.
Desta forma, quem tem uma mediunidade aflorada (ou em vias de tê-la) precisa ser bem orientado e assessorado; caso contrário, a abertura de sua sensibilidade pode acarretar um desequilíbrio grande em sua vida.

Por outro lado, bem orientado, o contato com os espíritos superiores colocará novas lentes em seus olhos, lucidez e serenidade em seu coração. A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – a Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, dá esse suporte, orientação às pessoas que sofrem de um desequilíbrio mediúnico.

Nessa terapia, é o mentor espiritual (espírito superior, responsável pela nossa evolução espiritual) de cada paciente que irá orientá-lo acerca da causa de seus problemas e sua solução, bem como seu propósito de vida (missão de vida), lições que precisa aprender nesta encarnação por ser responsável pela evolução espiritual do paciente. Portanto, por conhecê-lo profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações, o mentor espiritual é a pessoa com mais autoridade e conhecimento para orientá-lo melhor.
A mediunidade abre as portas da espiritualidade, e quando um médium é bem orientado torna-se um canal dos espíritos superiores, e isso traz alegria e bem-estar ao próximo, como ao médium.

Antes de reencarnar, muitos médiuns firmaram o compromisso com os espíritos superiores para se tornarem instrumentos da espiritualidade.
Por isso, seus corpos físicos foram preparados no Astral para se ligarem com os espíritos superiores e se tornarem um canal através do qual as energias divinas circulem e aliviem os sofrimentos alheios. Essa é a tarefa dos médiuns.
Todavia, se o médium se recusa a assumir essa tarefa de se comunicar com os espíritos para aliviar os sofrimentos alheios, quanto maior for sua resistência, maiores e mais difíceis serão suas provas. No início há um chamamento suave – os espíritos superiores dão alguns toques para que o médium desperte para o seu verdadeiro propósito de vida. Mas, se resiste, recusa a assumir o compromisso firmado, o cerco vai apertando, colocando em seu caminho experiências mais duras, acarretando em sua vida problemas de toda ordem.

Esses pacientes são intuídos pelos seus mentores espirituais a me procurarem, por conta da dificuldade deles se comunicarem diretamente com os seus pupilos e orientá-los acerca de suas missões nesta encarnação. Neste aspecto, nessa terapia, o meu papel enquanto terapeuta é servir de ponte, ou seja, buscar abrir o canal de comunicação entre o paciente e seu mentor espiritual.
A seguir, veja o caso de uma paciente que sofria de Síndrome da Fadiga Crônica (cansaço excessivo) por não estar doando, circulando sua energia através da cura das mãos.

Caso Clínico:
Síndrome da Fadiga Crônica.
Mulher de 32 anos, solteira.


Paciente veio ao meu consultório por se sentir desvitalizada, fraca, desanimada, sem ânimo pela vida. Mesmo se alimentando corretamente, sentia uma falta de energia grande.
Do ponto de vista orgânico fez todos os exames necessários, mas não apresentou nenhuma anomalia. Os médicos diagnosticaram esse cansaço excessivo como Síndrome da Fadiga Crônica.
Quando fazia exercício físico ficava mais cansada ainda por conta dessa falta de energia. Precisava repousar para se recuperar. Sentia-se como uma “folha morta” (sua energia estava estagnada).
Sentia-se também como uma ”esponja”, ou seja, quando frequentava um lugar de muita gente, passava mal porque absolvia a energia do ambiente, das pessoas. As extremidades de suas mãos e pés estavam sempre geladas (pode ser um dos sintomas da mediunidade).

Ao regredir, ela me relatou: – Vejo um homem de cabelo grisalho, barba branca, usa uma túnica também branca; está bem na minha frente, aqui no consultório.

– Pergunte-lhe mentalmente quem é ele? (a comunicação com um espírito se dá mentalmente, intuitivamente).
Vem em pensamento, intuitivamente, que ele é o meu mentor espiritual. Diz que estou desvitalizada, sem energia porque não estou exercendo a minha mediunidade. Fala que tenho que usar as minhas mãos para cura, trabalhar com as mãos. Diz ainda que no fundo a minha alma sabe dessa minha missão, mas que não a coloco em prática.

– Pergunte ao seu mentor por que você não coloca em prática?
“Diz que é por comodismo. Esclarece que não tenho nada fisicamente, que é tudo espiritual. Esclarece ainda que antes de encarnar na vida atual, no astral, foi combinado de comum acordo com os espíritos superiores, que eu iria reencarnar e usar a minha mediunidade de cura através das mãos para beneficiar às pessoas que prejudiquei numa vida passada (paciente usou a energia divina de forma errada prejudicando muita gente).
Desta forma, ao ajudar essas pessoas, não só estou resgatando um débito cármico que tenho com elas, como também circulando a minha energia. E, se eu não circular, doar a minha energia, ela fica estagnada, e isso gera a desvitalização, a falta de energia, o entusiasmo pela vida.
Diz ainda que esse trabalho, a TRE, veio a confirmar que tenho que usar a minha mediunidade, beneficiando às pessoas.
Comenta que vim adiando essa missão por ter atitudes egoísticas – falo uma coisa e ajo de outra maneira -, ou seja, só penso em mim.
Ele cita a máxima bíblica: “É dando que se recebe”. Portanto, pede para doar o meu tempo e energia ao próximo. Com isso, vou me revitalizar, sentir que a energia divina é muito forte.
Mas ele está me parabenizando pela minha busca, por ter chegado até aqui nessa terapia. Fala que tentou de várias formas se comunicar comigo, mas eu não estava aberta.
Por isso, me intuiu para que viesse ao senhor e passasse por essa terapia. Só assim foi possível se comunicar diretamente comigo. Ele agradece ao senhor como facilitador, pela comunicação que houve entre nós. Diz que está muito contente por estar se comunicando comigo. Estou lhe agradecendo emocionada (paciente chora) por ter me orientado em relação à minha missão (é importante dizer aqui que, por conta do “véu do esquecimento” do passado, que nós encarnados esquecemos as lembranças reencarnatórias e o período que ficamos no astral quando éramos espíritos).

O meu mentor espiritual esclarece ainda que serei intuída por ele no momento e no lugar certo para beneficiar às pessoas com a minha mediunidade de cura. Ele está agora se despedindo de mim, indo embora em direção a uma luz grande e intensa.

 

 

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Um comentário em “Você usa sua mediunidade para benefício das pessoas?

  1. Excelente artigo, doutor! Também sinto que descobri seu trabalho através de uma intuição do meu mentor espiritual, que por vezes tentou se comunicar comigo sem êxito. Espero que um dia eu possa desfrutar da sua terapia, a fim de evoluir constantemente.

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