O despertar da intuição

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos – é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

“Escolhemos nosso próximo mundo através daquilo que aprendemos neste. Não aprender nada significa que a próxima vida será igual a essa, com as mesmas limitações”. Richard Bach

Numa manhã de segunda-feira estava numa livraria próximo a uma estante de livros folheando um livro e, subitamente, senti um odor suave de rosa. Curioso, comecei a explorar o ambiente para saber de onde vinha aquele odor suave, porém, bem forte. No recinto estava só eu e o vendedor, e o odor vinha daquela estante onde eu estava. Chamei o vendedor e lhe perguntei se estava sentindo aquele cheiro agradável de rosa. Respondeu que não; então lhe indaguei se tinha o hábito de acender incenso no estabelecimento. Respondeu novamente que não, rindo, estranhando a minha pergunta. Constatei, portanto, que era só eu que estava sentindo aquele odor suave, gostoso, mas muito presente e real. Era um odor espiritual, de um ser desencarnado de luz que estava me acompanhando.
Em verdade, registrei sua presença pelo meu sexto sentido, ou seja, pelo sentido de minha alma, de meu espírito. Explica o porquê daquele vendedor não senti-lo, pois para senti-lo é preciso ter sensibilidade, estar com os canais mediúnicos abertos.

Neste aspecto, somente os médiuns olfativos sentem os odores, as energias do astral.

Na Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) – Abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim em 2006 -, são comuns os pacientes abrirem seus canais mediúnicos durante o tratamento, conversando com o seu mentor espiritual (ele se comunica com o seu mentor espiritual intuindo-o, em pensamento, usando, portanto, o seu 6º sentido).
Nesta terapia, o paciente conversa diretamente com o seu mentor espiritual, sem intermediário, ou seja, sem um médium para receber as orientações acerca das origens de seus problemas e sua resolução, bem como se está no caminho certo, seu verdadeiro propósito de vida a que se propôs antes de encarnar na vida atual, quando estava desencarnado no plano astral.
Na verdade, a mediunidade é um fenômeno natural e para utilizá-la basta aperfeiçoar sua sensibilidade, a tal ponto que possa ver com o seu “olho interior” e ouvir com o seu “ouvido interior”.

O mundo moderno é cheio de distrações (televisão, celular, computador, smartphone, tablet, etc.) e isso dificulta ao ser humano de entrar em contato consigo mesmo e perceber a sutileza para interpretar os sinais do mundo espiritual.
Por isso, antes do paciente passar por essa terapia, explico detalhadamente na entrevista de avaliação, que a TRE é um trabalho muito sutil. Em vista disso, é preciso observar, estar “antenado” para perceber os fenômenos espirituais (presenças espirituais boas e/ou ruins) que costumam se manifestar nas sessões de regressão.

É importante ressaltar também, que em minha experiência clínica, trabalhando com essa terapia, em mais de 20.000 sessões de regressão, pude constatar que existem três fatores causadores dos problemas humanos: a) Interno (psicológico) – causados por experiências mal-resolvidas, traumáticas, desta (infância, nascimento, útero materno) ou de vidas passadas;
b) Externo (influenciação de espíritos obsessores – desafetos do passado);

c) Misto: psico-espiritual.

Em minha estatística, 90% dos pacientes que me procuram sempre têm uma interferência espiritual dos obsessores como causa principal de seu (s) problema (s) e, se não for isso, é uma causa agravante, potencializador. Sendo assim, apenas 10% não têm nenhuma influenciação espiritual dos obsessores, isto é, a causa de seus problemas é puramente de ordem psicológica. Por conta disso, a presença dos espíritos obsessores nas sessões de regressão é rotina nessa terapia. Partindo da premissa que somos seres espirituais em evolução, é óbvio que no passado, principalmente em vidas passadas, deixamos inimigos desencarnados – hoje no Astral Inferior, nas trevas -, que se aproveitam de sua condição de invisibilidade, enquanto desencarnados, para nos prejudicar, causando inúmeros problemas psíquicos, orgânicos(principalmente aquelas doenças cuja causa não é encontrada pelos médicos) e de relacionamento interpessoal, seja na vida afetiva, social, familiar e/ou no trabalho.


Mas como identificar os espíritos obsessores?

No inicio desse artigo, exemplifiquei a minha experiência ao sentir um odor agradável de uma presença espiritual de luz na livraria.
No entanto, da mesma forma que os bons espíritos de luz costumam exalar um perfume suave de essência floral (normalmente o odor é de rosa, jasmim, lavanda, flor de laranjeira), os maus espíritos, obsessores espirituais, seres das trevas, exalam um cheiro fétido de vela queimada, fezes, suor, enxofre, material putrefato, etc.
Certa ocasião, uma paciente após o relaxamento progressivo que faço no início da sessão (estado alfa ou theta, onde o paciente fica sempre consciente), queixou-se que estava sentindo náuseas, ânsia de vômito por conta do cheiro forte e intenso de suor de axila.
Expliquei-lhe que essa era a característica principal de um odor espiritual (o odor vem e some, alternando-se), de uma presença espiritual ruim, das trevas.
Para saber se há uma presença espiritual no ambiente, esclareço aos meus pacientes que não é só por meio de odores, mas de outros sentidos físicos (visão, audição, paladar e tato) e, principalmente, do sexto sentido, a intuição, que é o sentido da alma, do espírito.

Em outras palavras, para cada um dos cinco sentidos físicos existe um órgão sensorial espiritual ou astral correspondente.

Visão: é comum as pessoas verem um espírito através do canto dos olhos em forma de vultos escuros (espíritos das trevas), brancos (espíritos de luz) ou de frente, de forma fugaz. Muitos tendem a ignorar essas experiências, achando que foi uma imaginação ou fantasia. Há ainda aqueles que veem os espíritos nitidamente, bem visíveis, como se fossem seres encarnados. Écomum meus pacientes verem durante a sessão de regressão a sala do consultório toda iluminada pela presença de vários seres de luz que podem ser seus mentores espirituais, parentes desencarnados e/ou amigos espirituais.

Audição: é comum também o paciente ouvir sons de vidas passadas (natureza, chuva, tempestade, batalhas, trotar de cavalos, tiros de canhão, bombardeiros, etc.) ou mesmo sons espirituais (ventania, gemidos, choros de criança, etc.).

Olfato: quando seu mentor espiritual ou um ente querido quer se comunicar com o paciente, é frequente ele sentir o cheiro de alguma coisa ligada a esses seres espirituais (parentes) quando em vida, como por exemplo, o perfume que usavam.

Certa ocasião, uma paciente sentiu o cheiro de talco e quando lhe pedi para perguntar a esse espírito se identificar, subitamente, apareceu à sua frente o rosto de sua avó (é frequente um ser espiritual aparecer mostrando só o rosto, um olho, um par de olhos, ou mesmo um rosto de perfil para não ser reconhecido. Às vezes, aparecem também em fotografia).

A paciente me disse que sua avó costumava passar talco após o banho. Portanto, caro leitor, se você sentir um perfume de um ente querido que já partiu, pode estar certo que ele está por perto. É uma forma dele marcar presença, de você reconhecê-lo.

Tato: um paciente me disse durante o relaxamente inicial, que estava sentindo o dorso de sua mão quente. Quando lhe pedi para focar sua atenção em sua mão para saber o porquê dessa sensação física, subitamente, apareceu o rosto de sua mãe falecida sorrindo à sua frente. Ele entendeu, portanto, que era ela que estava segurando sua mão carinhosamente.

Por outro lado, pode acontecer do paciente sentir na sessão de regressão um ser espiritual obsessor apertando o seu pescoço com ira, ou espetá-lo com um objeto pontiagudo (são armas espirituais – artefatos fluídicos -, normalmente não visíveis aos olhos dos encarnados).

Paladar: o paciente pode sentir também gosto de sangue na boca – se foi mortalmente ferido numa batalha em uma vida passada -, ou pode se tratar da presença de um ente desencarnado, que veio a falecer de derrame cerebral. Nesse caso, o gosto de sangue é desse ser espiritual que está apegado ao corpo carnal doente e que obsedia o paciente.

Sexto sentido (intuição): nesta terapia, é fundamental o paciente confiar em sua intuição e utilizá-la, pois muitas coisas ele não irá ver.
Por conta do “véu do esquecimento” do passado, que se manifesta em forma de amnésia, é muito raro o paciente lembrar-se de sua vida passada, mesmo que veja cenas e imagens como fazendo parte de uma vida pretérita. Mas a sua alma, seu espírito, reconhece intuitivamente essas experiências passadas. Daí é comum o paciente ficar emocionado, chorar, sentir saudade do que vê, mas sem saber o porquê, já que não reconhece, não se recorda dessa experiência passada. Então, é preciso que ele intua, sinta, deixe que a primeira impressão ou sensação venham na sessão de regressão.



Caso Clínico:
Infecção na bexiga e corrimento vaginal recorrente.
Mulher de 26 anos, casada.


Paciente veio ao meu consultório por conta de seus problemas de infecção na bexiga (sentia ardor ao urinar) e corrimento vaginal desde criança. E, por conta disso, sentia também coceira na genitália. Só veio a se tratar aos 14 anos com uma ginecologista, após a menarca (primeira menstruação). Tratava o corrimento, ficava um tempo bem, e depois voltava novamente. Era, portanto, um corrimento recorrente e persistente.

Ao regredir, ela me relatou: “Sinto um perfume suave de jasmim no consultório. É o meu mentor espiritual. Embora não o veja, sinto a presença dele (pausa).
Sinto também outro ser espiritual. É um vulto escuro (vulto escuro como uma sombra é sempre uma presença espiritual das trevas).

Ele segura a minha mão, sinto um frio, um gelo muito intenso (pelo fato das trevas ser um local gélido, escuro, denso e de muito sofrimento, é comum os habitantes desse lugar emanarem muito frio; explica o porquê do paciente sentir frio, um calafrio intenso).
Ele é um homem, tem um rosto muito triste. Não fala nada, só segura a minha mão e me olha com muita tristeza (paciente começa a chorar).
Eu o reconheço (intui)… Ele é o meu filho de uma encarnação passada. Ele está no escuro (região do umbral na linguagem dos espíritas).
Tudo em volta dele é escuro; é muito frio esse lugar! (fala tremendo muito). Ele quer me levar, está pegando a minha mão para me levar nesse lugar escuro. Na verdade, ele me leva para eu ver o que o está prendendo.
Sinto falta de ar, é um lugar ruim, escuro, gelado, triste, solitário e sufocante. Não dá para respirar direito (respira ofegante). Ele precisa de ajuda, por isso me leva para esse lugar. Ele está chorando, tem olhos e cabelos claros. (pausa).
Agora, não estou mais com frio, pois o meu mentor espiritual está comigo. Está jogando luz em nós. É uma luz clara, estamos recebendo essa luz. Sinto que agora o meu filho dessa vida passada me perdoou. Ele está me olhando com amor, feliz. O nosso amor é recíproco, estamos abraçados, eu me sinto também feliz. O meu mentor está ajudando a gente a se reconciliar.
Tenho a impressão que lhe fiz mal. Eu o abandonei ainda pequeno, e ele veio a morrer. Não devia tê-lo abandonado (paciente chora muito).
Engravidei e o pai dele não quis assumi-lo. Fiquei com medo de meu pai dessa vida passada – ele era muito opressor e, por isso, acabei abandonando o meu filho. Mas ele me perdoou. (pausa).
Agora, ele está indo em direção a uma luz grande e muito clara.
É como se essa luz o chamasse. Sinto outras presenças espirituais que o levam para essa luz (são os espíritos amparadores que têm a função de resgatar, tirar os espíritos das trevas).

O meu mentor espiritual está perto de mim. Emana uma luz para mim, transmitindo muita calma. Ele está me dizendo que consegui me desvincular desse laço de dor, de tristeza e abandono que me unia ao meu filho. Era um laço de muita aflição, sofrimento e solidão. Diz que agora o meu filho vai ficar bem, será cuidado no Astral Superior. Diz ainda que nós nos amamos, e que o meu filho irá voltar, reencarnar como uma pessoa muito próxima a mim, e que na hora vou reconhecê-lo, vou poder ajudá-lo a evoluir. O meu mentor passa muita paz e joga luz em cima de mim. Fala que nunca me abandonou, e que sempre me ajuda, principalmente, nos momentos de tristeza.

Esclarece que, por conta do que fiz com o meu filho, de tê-lo abandonado na vida passada, eu contraí a infecção na bexiga e o corrimento vaginal. Mas como agora ele me perdoou, esses problemas foram sanados. Sinto um calor, o meu mentor joga mais luz por toda a extensão de meu corpo. Ele está curando o resto da infecção vaginal, do útero e da bexiga. Estou me sentido muito bem. Pede para ficar em paz, e se precisar dele é só chamá-lo em pensamento. Reitera que sempre vai estar comigo me auxiliando e me guiando. Ele se despede, está indo em direção a uma luz branca (paciente chora emocionada)”.

Após o término do tratamento, a paciente me disse que não tinha mais corrimento e nem o ardor que sentia com frequência ao urinar.

 

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