É possível desenvolver uma ciência para melhor compreender a morte?

“A morte proporciona um ponto de encontro entre o budismo tibetano e as modernas tradições científicas. Acredito que ambos terão muito a contribuir mutuamente quanto ao nível de compreensão e de benefícios práticos”.
– Dalai Lama

 

O que acontece após a morte? Existe mesmo uma alma que sobreviva à morte e transmigre (reencarne) de um corpo para outro? O que é a morte?  A morte é o fim de tudo? O que acontece após a morte?  Ficamos conscientes?

Essas e outras perguntas no passado eram feitas aos religiosos, místicos e filósofos, pois assuntos ligados a uma vida após a morte, reencarnação, carma e mundo espiritual, não eram de interesse da ciência. Nem de longe era considerado um assunto científico.
No entanto, nas últimas décadas do século XX, a ciência começou a explorar esses assuntos espirituais, antes ignorados, marginalizados, não tratados e pesquisados com seriedade, de forma científica.
A ciência reavaliou o que a sabedoria antiga, em especial a sabedoria oriental, já tratava há milênios.
Até então, ciência e espiritualidade eram como óleo e água, não se misturavam. O renomado físico, PhD em Física Nuclear, Fritjof Capra, precursor desta fusão de intentos, lançou os livros “O Ponto de Mutação” e “O Tao da Física” fazendo um paralelo entre a física quântica e os ensinamentos do Budismo, Taoismo, Hinduísmo, do Zen e do I Ching.

O físico quântico indiano Amit Goswami, PhD em Física Nuclear, da Universidade de Oregon, EUA, por meio de um trabalho cientificamente bem fundamentado, escreveu várias obras abordando física quântica e espiritualidade. Tornou-se mundialmente conhecido ao participar e expor suas ideias no filme “Quem Somos Nós?”
Através de seus livros “O Universo Autoconsciente: como a consciência cria o mundo material” e “A Física da Alma”, propôs um novo paradigma científico para a natureza da realidade, uma ciência baseada na consciência (aliás, a palavra ciência é a própria consciência), incorporando a vida após a morte, a reencarnação e a imortalidade da alma. Partículas elementares formam átomos, átomos formam moléculas, moléculas formam células, os neurônios formam a consciência. Portanto, dentro desse novo paradigma científico da física quântica, a consciência é a base da existência e não, como o materialismo científico vigente defende, que a matéria se encontra na base de tudo o que existe; ou seja, só a matéria é real, e, portanto, nada existe além da matéria.

O grande mestre Masaru Taniguchi, PhD em Filosofia, criador da Seicho-No-Ie dizia: “O homem não é corpo carnal. Esta é uma revolução do conceito de homem muito maior do que a revolução da cosmovisão em que o geocentrismo (a Terra é o centro do Universo) cedeu lugar ao heliocentrismo (o sol é o centro de tudo).
Quando se compreende que o homem não é corpo carnal, a vida começa a emitir um brilho todo especial”.
Albert Einstein dizia: “Estamos começando a conceber a relação entre a ciência e a religião de um modo totalmente diferente da concepção clássica”.

Portanto, o fato da velha ciência ainda estruturar-se em bases materialistas (não existe nada além da matéria) e não levar em consideração a existência da alma, do espírito, dificulta qualquer iniciativa que vise ao confronto com a outra realidade. Que realidade?
A realidade espiritual.

Desta forma, a reencarnação, as experiências de quase-morte (E.Q.M.), as experiências extracorpóreas (saída do corpo), vida após a morte, mundo espiritual, incorporação (psicofonia), mediunidade, percepção extra-sensorial (clarividência, clariaudiência, psicografia, premonição, intuição) são vistas ainda como fenômenos irreais ou anômalos pela ciência materialista(psiquiatria e psicologia).

Memórias reencarnatórias espontâneas, ou seja, lembranças de outras vidas de adultos e crianças são ignoradas, vistas como um quadro alucinatório ou patológico pela psiquiatria oficial.

O renomado psicanalista Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, dizia que a resposta à vida humana não pode ser encontrada dentro dos limites de uma vida.
No dicionário Aurélio, regressão é o ato ou efeito de regressar, voltar; retorno, regresso. Ora, só podemos voltar ou retornar a algum lugar se já estivemos lá anteriormente.
Desta forma, muitos médicos, psiquiatras e psicólogos, por se basearem num paradigma científico puramente organicista, materialista, ainda não aceitam em suas práticas clínicas as enfermidades de natureza espiritual, ou seja, as doenças cármicas e obsessivas (doenças provocadas pelos espíritos desencarnados obsessores que resultam em febres, inflamações, dores e outros sintomas orgânicos, confundindo o raciocínio clínico do médico, dificultando o tratamento adequado).
Muitos distúrbios psíquicos (depressão, ansiedade, fobias, angústia, insegurança, etc.) apresentados pelos meus pacientes (90% dos casos) têm um componente espiritual (interferência obsessora) como causa principal ou agravante de seus problemas.
A Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – abordagem psicológica e espiritual criada por mim em 2006 – surgiu com o intuito de unir a ciência psicológica e a espiritualidade.

Se por um lado a medicina cuida apenas do organismo físico, a TRE cuida da alma, do espírito. Futuramente, a minha esperança é que a ciência trate o ser como um todo (mente, corpo e espírito), visando o bem-estar do ser integral.

Caso Clínico:
Compulsão alimentar e síndrome do pânico.
Mulher de 32 anos, solteira.

Veio ao meu consultório por conta de sua compulsão alimentar, que a levou à obesidade. Isso lhe causou inúmeros problemas: falta de ar, problemas nos dois joelhos por excesso de peso, diabete, colesterol alto.
Quando ficava nervosa, tensa, sua compulsão à comida se acentuava e depois passava mal, se arrependia (vinham sentimentos de culpa).
Foi demitida porque o presidente da empresa na qual trabalhava (ela era representante da empresa) achou que ela estava muito obesa. Sua relação com o dinheiro também era instável: ganhava muito dinheiro e sempre acontecia algo, um prejuízo, que a obrigava a gastar mais do que ganhava. Sofria também de crises de pânico.

O 1º episódio de pânico ocorreu quando estava dirigindo o seu carro e, subitamente, teve falta de ar, taquicardia, sudorese, calafrios, dor na boca do estômago. Achou que estava enfartando. Depois da 1ª crise, não conseguia mais dormir direito porque ao deitar-se tinha a impressão de que ia ter uma nova crise. Foi ao psiquiatra, e este constatou que ela sofria de síndrome do pânico.
Queria entender também o porquê de sua instabilidade afetiva (atraía só homens problemáticos, complicados).

Ao deitar no divã na sessão de regressão, a paciente me disse que sentia – embora não visse – a presença de sua mentora espiritual ao seu lado direito (mentor (a) é um ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual e, nessa terapia, é ele(a) que descortina o véu do esquecimento do passado do paciente para que o mesmo possa saber a causa de seus problemas e se libertar de seus bloqueios internos em definitivo.
O meu papel, enquanto terapeuta, é o de buscar abrir o canal de comunicação para que o(a) mentor(a) espiritual possa orientá-lo melhor nessa terapia.

“Doutor Osvaldo, a minha mentora está limpando os meus chacras (centro energéticos) e está me dizendo que essa limpeza é muito importante. Diz que irá me ajudar e passou sua mão na minha face com carinho. Agora, ela pede para prestar atenção no relaxamento que o senhor irá conduzir”, afirmou a paciente (antes de o paciente regredir, faço um exercício de relaxamento para levá-lo ao estado alterado de consciência).

Ao regredir , a paciente me relatou:  “Estou num lugar escuro… É uma caverna. Ela está fechada, por isso que não tem nenhuma iluminação.
Acho que me colocaram aqui para eu morrer. Tem bichos, sinto-os passarem por mim”.

– Quem te colocou nessa caverna? – Pergunto à paciente.
“Foram alguns homens. Eu era um índio, um pajé, fazia curas, mexia com magia (boa e ruim). Parece um exército de homens brancos; eles me prenderam nessa caverna para eu morrer.
Por isso que, desde criança, na vida atual, sempre tive medo do escuro e bronquite; sentia falta de ar“ (é comum, em muitos casos, uma doença orgânica ter como causa a forma como um paciente morreu numa vida passada).

– Vai prosseguindo nessa cena, veja o que acontece com você nessa caverna? – peço-lhe.
“Não tem ar e vou morrendo aos poucos. Estou muito cansada.
Estava fugindo, entrei nessa caverna, e eles fecharam sua entrada. Eu morri nessa caverna”.

– Quais foram seus últimos pensamentos e sentimentos no momento de sua morte? – Peço-lhe.
“Era para ter tido uma morte mais digna, como guerreiro. Eu queria morrer batalhando, brigando”.

– Veja o que acontece com você após sua morte? – peço-lhe novamente.
“Fiz muita maldade, muita magia. Após minha morte, mesmo em espírito, não consegui sair da caverna, Ela estava cheia de bichos, o chão era viscoso e frio. Vejo um monte de espíritos que vêm me perturbar. Eu os tinha matado. Matei alguns com veneno; outros deixei perturbados pela minha magia. Matava também os animais para fazer sacrifícios.
Fazia rituais para acabar com as pessoas. Queria o poder, dominava bem a magia. Até bebês eu matei; eu era muito ruim. Aí todos eles vieram na caverna, ficavam me perturbando, apareciam desfigurados, fazendo muito barulho. Ficavam falando na minha cabeça, que eu merecia estar ali porque os matara. Eu rastejava”.

– Por quê?
“Não conseguia me levantar, tinha baratas, vermes, muitos bichos, o chão era molhado, úmido. Fiquei ali muitos anos”.

– Como você se sentia?
“Sem rumo, presa”.
– Avance mais para frente nessa cena e veja o que acontece com você? – peço-lhe.
“Saí daquele lugar horrível. Estou dormindo, é como se tivesse sido dopado. Estou sendo preparado para reencarnar e resgatar tudo o que fiz. Durmo por muitos anos no astral, muito tempo mesmo. Vou reencarnar como menina na vida atual”.

– Você tem consciência do que precisa aprender na encarnação atual? – Pergunto à paciente.
“ Vou ter que ajudar todas as pessoas que matei, direta ou indiretamente. Essa é minha aprendizagem, minha missão.
É um resgate de várias vidas; portanto, não só dessa vida passada. É uma legião de pessoas que matei. Tem muito trabalho para ser feito”.

– Que tipo de trabalho você terá que fazer? – Pergunto à paciente.
“ Preciso retomar o meu trabalho num centro espírita que frequentava (é importante esclarecer ao leitor, que não foi por acaso que a paciente veio na encarnação atual com uma mediunidade bem aflorada. Em verdade, ela foi preparada pela espiritualidade para trabalhar como médium para resgatar seu débito cármico).
Preciso trabalhar também com as mãos, tenho muita energia de cura para resgatar toda essa legião de pessoas que prejudiquei – encarnados e desencarnados. Alguns deles são os meus obsessores desencarnados”.

– E os encarnados? – Pergunto-lhe.
“ São os que irei ajudar no centro espírita”.

– Por que você desistiu de trabalhar no centro espírita? – Pergunto-lhe novamente.
“ Porque tive minha filha e tinha um namorado – o pai dela -, que não queria que eu trabalhasse em centro espírita. Ele não queria que eu gastasse o meu tempo com ‘essas coisas’. A minha mentora espiritual está me dizendo que por ter desistido desse trabalho, tudo piorou: o financeiro, o amoroso, a saúde, etc. Ela esclarece que esses espíritos obsessores que prejudiquei no passado me influenciam em tudo na minha vida. Ficam o tempo inteiro na minha cabeça falando. Por isso, nada dá certo em minha vida.
A minha cabeça não para de pensar um segundo por influência desses espíritos e isso vai me perturbando.
Aí tenho a compulsão alimentar e a síndrome do pânico (é comum em meus pacientes que sofrem desse transtorno de pânico terem como causa uma interferência espiritual obsessora).
A minha mentora espiritual me explica que tudo é fruto de uma grande angústia que me acompanha e não me faz estar bem em lugar algum. E para ter um pouco de prazer, descarrego na comida, porque não tenho prazer em mais nada.
Ela reitera para eu voltar ao centro espírita. Diz que primeiro, eles, os espíritos amparadores, vão me tratar, me equilibrar espiritualmente, para depois voltar a trabalhar como médium” (pausa).
Ela agora está me mostrando a cena de uma outra vida em que era uma mulher que trabalhava num cabaré.
“Eu dançava e saia com muitos homens. Os homens se apaixonavam e eu não estava nem aí com os sentimentos deles. Nessa vida passada também lidava com magia negra.
As mulheres me procuravam, e eu fazia magia de amor para que roubassem os maridos das outras. Eu deixava os homens loucos. Muitos casamentos foram desfeitos. A minha mentora me esclarece que é por isso que a minha vida afetiva na encarnação atual também não flui, é instável.  Ela me mostra que nessa vida passada perdi toda a minha beleza, morri velha. A beleza que tinha foi embora. Ninguém mais me procurava, acabei na rua como uma mendiga.
Engravidei, muitas vezes, abortava e ajudava a abortar também a gravidez de muitas mulheres que trabalhavam comigo no cabaré.

Eu abortava com ervas medicinais”.  (pausa).
“ Estou vendo agora a minha mentora espiritual. Ela é magra, usa um vestido branco, cabelos pretos, compridos.
Pede para diminuir a minha ansiedade, que vai me ajudar em tudo que estou buscando. Pede para continuar orando como venho fazendo, e que ao retornar nos trabalhos do centro espírita para resgatar essas dívidas cármicas de meu passado, irei resolver as crises de pânico e a compulsão alimentar, pois esses obsessores espirituais irão se afastar  aos poucos.
Ela me abraça, está se despedindo dizendo que está sempre comigo para me ajudar.

 

 

 

Anúncios

Um comentário em “É possível desenvolver uma ciência para melhor compreender a morte?

Os comentários estão encerrados.