Aborto: O que diz a Terapia Regressiva Evolutiva?

O meu objetivo ao escrever esse artigo, não visa emitir um juízo de valor, e, desta forma, condenar as pessoas que praticam o aborto. Em verdade, o meu intuito é esclarecer as consequências físicas, emocionais e espirituais dessa prática tanto para a mulher como para a criança abortada. Ao trabalhar com regressão (conduzi mais de 20.000 sessões de regressão), pude constatar que a causa de muitos problemas é, em muitos casos, consequência de abortos praticados pelas pacientes nesta vida e/ou em outras vidas.

Esses problemas se traduzem em depressão, dificuldade de engravidar e doenças orgânicas do aparelho genital, oriundos, em muitos casos, da obsessão espiritual da criança abortada.
Em verdade, o encontro com os pais era para resolver pendências que deixaram em suas vidas passadas, pois muitas dessas crianças abortadas já chegaram também a sofrer vários abortos pelos mesmos pais numa existência passada e, desta forma, perderam a oportunidade de voltar a reencarnar para se reconciliar com seus genitores. E, com isso, revoltadas e sentindo-se rejeitadas, passam a obsediar (perseguir) os pais, os médicos e todos aqueles que, de uma forma ou de outra, foram responsáveis pelo aborto.

É importante ressaltar aqui que nem todas as crianças abortadas irão passar a se vingar dos responsáveis. Essas perseguições vêm daqueles espíritos ainda imaturos que, ressentidos e/ou rejeitados, querem se vingar e passam a persegui-los.

Por outro lado, os mais evoluídos reagem de forma mais moderada. Muitos lamentam a perda de oportunidade de ajudar os pais, de os aproximarem mais, ou mesmo de ajudar outros membros da família (irmãos, tios, avós, etc.).

Apesar de o aborto ter lhes causado sofrimento físico e emocional, não cultivam ódio ou ressentimento em relação aos pais; pelo contrário, chegam a mandar vibrações positivas do mundo espiritual.

Eu me recordo de uma paciente que me procurou por sentir muita culpa por ter praticado um aborto. Ao regredir, viu o rosto de um bebê na sua frente (é comum uma entidade espiritual – amiga ou não – manifestar – se dessa forma). A criança lhe disse para não se culpar pelo aborto, pois compreendia que não era ainda o momento de ela reencarnar visto que ambos (o casal) não estavam ainda maduros para assumi-la. Mas que no momento oportuno iria reencarnar como filha do casal, pois tinha uma pendência cármica de uma vida passada com os dois. Despediu-se dizendo que estava orando muito pela felicidade deles. Após a regressão, a paciente me compartilhou emocionada que estava se sentindo muito aliviada.
Caso Clínico:
Sentimento de rejeição e medo de fracassar.
Mulher de 25 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório querendo entender o porquê de se sentir rejeitada pelas pessoas e insegura por conta de seu medo de fracassar. Sentia-se muita indecisa, insegura ao ter que tomar uma decisão, pois tinha receio, vinham pensamentos negativos de fracasso. Tinha também baixa autoestima, sentimento de desvalorização e muita dificuldade de dizer não (necessidade de agradar as pessoas para não ser rejeitada).
Após ter sofrido um sequestro relâmpago, desenvolveu um medo grande de sair de casa (sofria de transtorno de stress pós-traumático).

Ao regredir, ela me relatou: – Vejo uma cena de minha infância onde nós três, eu, minha mãe e a minha irmã, estamos abraçadas, sentadas no sofá de casa. Estamos felizes, mas sinto também um aperto no peito, angústia, vontade de chorar e medo (paciente fala chorando).

– Medo do quê? – Pergunto à paciente.
– Medo de fracassar. Sinto uma presença espiritual aqui no consultório… Na hora em que vi aquela cena inicial de nós três abraçadas, senti essa presença espiritual.

– Veja quem é esse ser desencarnado? – peço novamente à paciente.
– Diz que é a minha irmã. Fala que a minha mãe a abortou (na entrevista de avaliação, a paciente me relatou que após o seu nascimento, sua mãe abortou uma criança).

O aperto no peito, a angústia, a vontade de chorar e o medo de fracassar que senti no inicio dessa sessão são sentimentos que não me pertencem, mas vêm dessa minha irmã que foi abortada.

– Pergunte à sua irmã se ela gostaria de lhe dizer algo? – peço à paciente.
– Diz que queria reencarnar, estar com a minha família. Por isso, sente raiva, rejeitada ao ver nós três juntas, felizes (a paciente se dá muito bem com a sua mãe e a sua irmã).

– Você gostaria de dizer algo à sua irmã? – Peço à paciente.
– Gostaria que ela perdoasse a minha mãe por tê-la abortada (pausa).
Ela está chorando, sente-se rejeitada.
Agora, percebo que esses sentimentos de rejeição, desvalorização, angústia, medo de fracassar que sinto vêm dela, não são meus.

Ela reafirma que queria estar entre nós e me pergunta: “Por que a sua irmã nasceu e não eu? Se sua mãe me abortou, não queria uma criança, por que depois ela aceitou a sua irmã?”.
Ela chora muito, não se conforma por não ter nascido.

– Pergunte-lhe se quer receber ajuda dos espíritos amparadores, ser levada à luz? – Peço à paciente.


– Ela diz que quer.

– Então, fale para ela pedir ajuda – em pensamento – para eles. (pausa).
– Vejo-a agora como uma criança pequena, sendo levada. Um anjo vestido de branco cobre a minha irmãzinha com um manto.
Ele a leva em direção a um grande foco de luz intensa (é o astral superior, plano espiritual de luz).
O anjo (mentor espiritual da paciente) pede para me acalmar, afirma que vai dar tudo certo em minha vida daqui para frente. Diz que vou ficar bem, e que os meus problemas vinham da interferência espiritual de minha irmã e de mim também. Na verdade, a minha irmã estava me obsediando porque queria a minha ajuda, pois eu era a única da família que poderia ajudá-la a ser resgatada das trevas, da escuridão em que se encontrava. (pausa).
O meu anjo fala ainda: “Acredite na vida, nada acontece sem a permissão de Deus. Tenha fé! Busque ser você mesma, tenha coragem, se imponha diante das pessoas. Fale o que pensa e sente. Seja verdadeira, sincera. Você é muito exigente, severa consigo mesma porque não aprendeu ainda a se amar.
Aprenda a se amar, dando ouvido aos seus sentimentos. Escute mais os anseios de sua alma, trilhe novos caminhos”.

– Pergunte ao seu anjo, quais são esses novos caminhos? – Peço à paciente.
– Afirma que isso vou ter que descobrir por mim mesma, pois faz parte de meu aprendizado (em muitos casos, nessa terapia, o mentor espiritual não revela a direção de vida ao paciente, para não prejudicar o seu aprendizado). Afirma também: “Segue o seu caminho, que irei te iluminar. Você precisa aprender, exercitar a dizer não às pessoas. Peça para sua mãe para fazer a oração do perdão à sua irmã abortada”.
Pede para eu ir em paz, orar sempre, e está agradecendo ao senhor, enquanto terapeuta (o meu papel como terapeuta, é buscar abrir o canal de comunicação entre o paciente e o seu mentor espiritual para que ele possa orientá-lo melhor acerca da causa de seus problemas, sua resolução, bem como se está no caminho certo a que se propôs antes de reencarnar).


Ele está indo embora em direção àquele grande foco de luz.

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2 comentários em “Aborto: O que diz a Terapia Regressiva Evolutiva?

  1. É… nossos atos passados sempre tão presentes, não se apagam com o tempo.
    Somos responsáveis por eles e precisamos então, através da reencarnação, acertar nossas falhas…contudo, é preciso consciência, porque senão continuaremos a repetir, repetir e repetir.
    Assim sendo, seu trabalho, Dr. Shimoda, é tão importante- traz luz, consciência a todos nós.
    Gosto imensamente de receber e ler seus artigos.
    Gde abraço

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  2. Faz-me muito refletir os artigos postados por Osvaldo Shimoda aqui em seu Site. Muito reflito sobre minha vida e a cerca do bom viver ao ler cada relato postado neste site.

    Não abandone seu trabalho. E que a TRE se difunda cada vez mais!

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